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Maternidade já não é obstáculo para atletas de elite com novas regras no esporte

A maternidade, que antes era um obstáculo para atletas de elite, começa a ser reconhecida com novas políticas que garantem suporte e oportunidades para as esportistas que decidem ter filhos.

Maternidade já não é obstáculo para atletas de elite com novas regras no esporte

Previa: A maternidade, que antes era um obstáculo para atletas de elite, começa a ser reconhecida com novas políticas que garantem suporte e oportunidades para as esportistas que decidem ter filhos. Medidas como o Maternity Wildcard da World Surf League são exemplos de como o cenário está mudando.

Por muito tempo, a combinação entre maternidade e esporte de alto rendimento parecia impossível. Muitas atletas se afastavam de suas carreiras ao engravidar, temendo perder espaço e oportunidades. No entanto, a situação começa a mudar, com novas regras que visam apoiar as mulheres nesse processo.

Em março de 2026, a World Surf League (WSL) anunciou o Maternity Wildcard, que permitirá que surfistas retornem diretamente ao tour após a maternidade, sem a necessidade de passar pelas divisões de acesso. Essa medida, que entrará em vigor na temporada de 2027, é um passo significativo para reconhecer as particularidades do corpo feminino e suas experiências. A surfista Tatiana Weston-Webb, que se afastou após o nascimento de sua filha, celebra essa mudança como um avanço importante para as atletas.

Avanços em Diversas Modalidades

A WSL não está sozinha nesse movimento. Nos últimos anos, várias ligas e esportes ao redor do mundo implementaram políticas de proteção à maternidade. A FIFA, por exemplo, exige que suas associações-membro ofereçam uma licença-maternidade mínima de 14 semanas, com pagamento de pelo menos dois terços do salário. Além disso, clubes como o Milan Women e o Santos Futebol Clube também adotaram políticas de apoio às jogadoras grávidas.

Na área do tênis, a Women’s Tennis Association (WTA) criou um fundo que garante até 12 meses de licença remunerada e proteção de ranking para suas atletas. A Women’s National Basketball Association (WNBA) também incluiu benefícios para jogadoras grávidas em seu acordo coletivo, mostrando que a mudança é uma tendência crescente.

Atletas como Carol Solberg, que jogou até o sétimo mês de gravidez, reconhecem os avanços, mas também lembram das dificuldades enfrentadas no passado. Regras que penalizavam atletas que retornavam após a gravidez foram questionadas, e a necessidade de um ambiente mais acolhedor para mães no esporte se torna cada vez mais evidente.

O retorno ao esporte após a maternidade é um desafio, especialmente para atletas de alto rendimento. A ginecologista do Comitê Olímpico Brasileiro, Tathiana Parmigiano, destaca que as mudanças hormonais e o tempo de adaptação são fatores cruciais que devem ser respeitados. A presença de uma rede de apoio e espaços adequados para amamentação são essenciais para garantir uma transição saudável.

A ginasta Jade Barbosa é um exemplo de como a maternidade pode coexistir com a carreira esportiva. Após o nascimento de sua filha, a atleta manteve sua carreira ativa e se beneficiou das novas flexibilizações nas regras que protegem as atletas durante e após a gravidez. Essa mudança de paradigma reflete uma nova era no esporte, onde a maternidade é vista como uma parte integrante da vida das atletas, e não como um obstáculo.

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