Previa: Manuela Dias, autora do remake de “Vale Tudo”, explicou por que decidiu manter a vilã Odete Roitman viva, destacando a relevância dessa escolha para a crítica social. A mudança gerou polêmica e discussão entre os fãs da novela.
Após o sucesso do remake de “Vale Tudo”, Manuela Dias compartilhou detalhes sobre uma das principais alterações no enredo: a sobrevivência de Odete Roitman. Em entrevista à Rádio Metrópole, a autora destacou que a decisão de não matar a vilã reflete a continuidade das estruturas de poder na sociedade.
“Por que eu não matei a Odete? Porque a elite não morre. A elite e o poder instituído mudam para continuar igual. É como o capitalismo”, afirmou Manuela. Segundo ela, a escolha de manter a história em aberto até o final foi intencional, oferecendo ao público diversas possibilidades de interpretação.
Repercussão e Crítica Social
A autora também comentou sobre a repercussão gerada pela mudança. Manuela enfatizou que a angústia do público em relação às alterações é compreensível, especialmente considerando que “Vale Tudo” é uma novela icônica. “Reclamar não significa não gostar. Reclamar quer dizer se importar”, disse, ressaltando a importância do debate em torno da trama.
Outro ponto que chamou a atenção foi a revelação de que Leonardo, filho de Odete, estava vivo e escondido. Manuela revelou que a ideia surgiu de forma espontânea e foi crucial para o desenvolvimento da história: “O Leozinho… Eu tive essa ideia no meio da noite, eu disse: ‘Ele não morreu’. Isso foi a grande decolada da novela em termos de IBOPE”.
No desfecho da nova versão, Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, é atingida por um tiro de Marco Aurélio, levando todos a acreditar que ela morreu. No entanto, flashbacks revelam que a vilã sobreviveu com a ajuda de Freitas e fugiu do país. Essa reviravolta contrasta com a versão original, onde a personagem foi assassinada por engano.
Com essas mudanças, Manuela Dias não apenas atualizou a narrativa, mas também provocou uma reflexão sobre o papel da elite na sociedade contemporânea. A decisão de manter Odete viva e a introdução de novos elementos na trama mostram a intenção da autora de instigar discussões relevantes entre os telespectadores.











