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Mais de 40% das indústrias brasileiras já migraram para o mercado livre de energia

A migração das indústrias brasileiras para o mercado livre de energia tem se intensificado, com mais de 40% das empresas já adotando essa alternativa desde 2024.

Mais de 40% das indústrias brasileiras já migraram para o mercado livre de energia

Previa: A migração das indústrias brasileiras para o mercado livre de energia tem se intensificado, com mais de 40% das empresas já adotando essa alternativa desde 2024. O principal motivo é a redução dos custos com eletricidade, que se tornou uma preocupação central para o setor.

Nos últimos dois anos, as indústrias brasileiras têm acelerado sua transição para o mercado livre de energia. De acordo com um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 41% das empresas já fizeram essa migração desde 2024, quando novas regras facilitaram o acesso a esse modelo de contratação.

A principal motivação para essa mudança é a redução nos custos. Entre as indústrias que migraram, 73% relataram uma diminuição significativa na conta de luz. Essa economia é crucial em um cenário onde 83% dos industriais consideram o preço da energia um fator determinante para a competitividade de suas operações.

Impactos e Estratégias

Além da migração, 67% dos entrevistados afirmaram que o aumento das tarifas impacta diretamente seus custos de produção. A pesquisa, que faz parte da Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, revela que a migração para o mercado livre é a principal estratégia adotada para aliviar despesas, mencionada por 30% dos participantes.

Entre as indústrias que ainda permanecem no mercado cativo, 37% expressaram interesse em migrar, indicando um potencial de crescimento para o modelo livre, especialmente entre as empresas de menor porte. Atualmente, o mercado livre é dominado por grandes indústrias, com 63% das empresas de alta tensão comprando energia nesse ambiente.

O gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira, destaca a importância do custo da energia para a competitividade industrial. Ele sugere a necessidade de implementar tarifas dinâmicas que reflitam a geração e a demanda, além de revisar subsídios que encarecem a conta de energia.

Desafios e Setores em Destaque

O setor elétrico enfrenta instabilidades, influenciadas por fatores globais e tensões geopolíticas. Nos últimos 12 meses, 62% das indústrias relataram impactos das variações nos preços da energia, com 3% considerando o aumento elevado, acima de 30%.

Quase duas em cada três empresas adotaram medidas para reduzir gastos com energia. Além da migração, iniciativas como autogeração e eficiência energética foram mencionadas, embora com menor frequência, enquanto 28% das indústrias não tomaram nenhuma ação.

O setor de calçados lidera a migração para o mercado livre, com 47% das empresas já operando nesse modelo. A indústria de produtos de borracha combina estratégias, enquanto o setor de equipamentos de informática e eletrônicos foca mais em eficiência energética.

A CNI acredita que o avanço do mercado livre reflete a busca das empresas por previsibilidade e redução de custos em um ambiente de tarifas elevadas. A pesquisa foi realizada em abril com 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, abrangendo pequenas, médias e grandes empresas.

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