Previa: Uma pesquisa revela que a maioria dos profissionais brasileiros vê a inteligência artificial como uma aliada, mas também expressa preocupações sobre a relevância no mercado de trabalho. O estudo destaca a importância da atualização contínua e das competências humanas para a empregabilidade futura.
A inteligência artificial (IA) é percebida como uma oportunidade de crescimento por muitos profissionais no Brasil, conforme aponta um estudo recente da Hashtag Treinamentos. Realizada com 5.569 participantes, a pesquisa intitula-se “Relevância Profissional, Inteligência Artificial e Futuro do Trabalho” e revela que 70% dos entrevistados consideram a IA uma aliada em suas carreiras.
Apesar dessa visão otimista, 42,9% dos profissionais manifestam, ao menos ocasionalmente, o medo de se tornarem irrelevantes no mercado. Além disso, 30,6% acreditam que seus cargos podem desaparecer ou perder importância no futuro. Essas preocupações estão mais ligadas à necessidade de adaptação às novas competências exigidas do que à substituição direta dos trabalhadores pela tecnologia.
Competências em Alta
O levantamento, realizado em março de 2026, revelou que 83,6% dos participantes estão ativos no mercado de trabalho e 76,6% possuem ensino superior ou formação superior. Entre as competências mais valorizadas para enfrentar a automação, o pensamento crítico se destaca, sendo mencionado por 66,1% dos entrevistados. Outras habilidades importantes incluem a capacidade de aprendizado contínuo (57,7%), raciocínio lógico (52%) e criatividade (45,1%).
As competências técnicas também ganharam relevância com a ascensão da IA. O domínio de ferramentas digitais foi citado por 69,1% dos participantes, seguido pelo pensamento analítico (61,3%) e análise de dados (53,3%). A combinação de habilidades tecnológicas com competências humanas é vista como um fator crucial para a empregabilidade no futuro.
O estudo ainda aponta que muitos profissionais estão se preparando para o novo cenário. Cerca de 41% dos entrevistados estão realizando cursos ou se atualizando, enquanto 22% experimentam ferramentas de inteligência artificial e 14% investem no desenvolvimento de novas habilidades técnicas.
João Paulo Martins, sócio-fundador da Hashtag Treinamentos, enfatiza que a questão não é apenas se a IA substituirá empregos, mas quem conseguirá se manter relevante em um mercado cada vez mais mediado por essa tecnologia. A capacidade de combinar aprendizado contínuo, repertório e habilidades humanas será um diferencial importante.











