Durante um ato de campanha em Fortaleza, Ceará, nesta terça-feira (29/9), o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), expressou sua insatisfação com a brevidade dos discursos de seus aliados. Ele se referiu especificamente aos pronunciamentos de Elmano de Freitas (PT), candidato ao governo do estado, e dos senadores Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede), que, segundo Lula, foram excessivamente curtos e sem a energia esperada.
“Eu confesso a vocês que eu estranhei tão pouca vontade de falar dos nossos candidatos. O Cid falou meio minuto. Luizianne falou 30 segundos e o Elmano falou 1 minuto. Eu não sei se eles acham que vocês já estão convencidos e eu sempre tenho dúvida de que falta alguma coisa a mais para a gente falar. Então vamos ver o que vai acontecer”, declarou o presidente.
A crítica de Lula se deu logo após uma caminhada pela capital cearense, onde ele também incentivou a participação dos eleitores nas eleições. Durante o evento, o candidato ao Senado, Cid Gomes, foi chamado por Lula para discursar, mas optou por uma fala breve de apenas 25 segundos, o que gerou uma nova cobrança do presidente.
Além de criticar a falta de entusiasmo nos discursos, Lula reforçou a importância do voto em candidatos alinhados ao seu governo, especialmente mulheres. “Votar em mulheres do nosso time, não é votar em qualquer mulher. É nas mulheres que pensam como vocês, que vão ajudar o Elmano e vão me ajudar”, afirmou, destacando a necessidade de uma representação feminina forte no processo eleitoral.
O presidente também fez um apelo para que eleitores com mais de 70 anos se mobilizem e participem da votação. Durante esse momento, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, interveio para que Lula falasse sobre as “mulheres mais velhas”, reforçando a importância desse segmento no processo eleitoral. “As mulheres com mais de 70 [anos] porque nessa eleição, presta atenção, eu e Elmano vamos ganhar nas mulheres. Pode ficar certo. Nós vamos ganhar porque nós vamos continuar a luta contra o feminicídio”, enfatizou Lula.
Em sua fala, Lula fez comparações entre seu governo e o de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), afirmando que as eleições deste ano representam uma disputa entre dois projetos distintos para o Brasil. Ele não mencionou diretamente o nome de seu adversário, mas criticou a influência externa nas decisões nacionais, referindo-se a “alguém que vem aqui dar palpite na nossa vida” e a “um vira-lata que vive puxando o saco do presidente dos EUA, Donald Trump”.
Essa manifestação de Lula reflete não apenas sua estratégia de campanha, mas também a necessidade de mobilizar e energizar sua base de apoio no Ceará, um estado que historicamente tem mostrado forte apoio ao petismo. A crítica aos aliados pode ser vista como uma tentativa de reverter a apatia percebida entre os candidatos locais e garantir que a mensagem do partido chegue de forma clara e convincente ao eleitorado.
O evento em Fortaleza é parte de uma série de ações de campanha que Lula tem realizado em diferentes estados, buscando consolidar seu apoio e garantir uma vitória nas eleições. A interação com o público e a cobrança de seus aliados são estratégias que visam não apenas aumentar a visibilidade de sua candidatura, mas também fortalecer a coalizão em torno de seu projeto político.











