O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a soltura do desembargador federal Macário Júdice, que estava preso desde dezembro do ano passado durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF). A decisão foi anunciada na última sexta-feira, 31 de outubro de 2026.
A assessoria de imprensa do STF informou que a prisão preventiva de Júdice foi convertida em medidas cautelares, incluindo a utilização de tornozeleira eletrônica. Essa mudança de regime permite que o desembargador permaneça em liberdade, mas sob monitoramento.
Macário Júdice é membro do 2º Tribunal Regional Federal (TRF 2) e sua prisão ocorreu na segunda fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas relacionadas a uma investigação contra o ex-deputado estadual TH Joias. A operação tem como foco a apuração de crimes de corrupção e a divulgação indevida de dados protegidos.
A prisão do desembargador foi um desdobramento de ações anteriores da operação, que já havia resultado na detenção do então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. Bacellar foi preso alguns dias antes de Júdice, em um movimento que evidenciou a profundidade das investigações da PF sobre a corrupção no estado.
O advogado de Rodrigo Bacellar, Daniel Bialski, também comentou sobre a decisão do STF em relação ao seu cliente, que foi transferido da penitenciária federal de Mossoró para o sistema penal do estado do Rio de Janeiro. No entanto, Bialski afirmou que ainda não há informações sobre o novo local de detenção de Bacellar, e o STF não forneceu detalhes sobre essa transferência.
A Operação Unha e Carne, que já gerou diversas prisões e investigações, continua a ser um tema de grande relevância no cenário político e judicial do Brasil. A decisão do STF em relação a Macário Júdice e a transferência de Rodrigo Bacellar refletem a complexidade dos processos judiciais que envolvem figuras públicas e a luta contra a corrupção.
Com a soltura de Júdice, surgem questionamentos sobre os impactos dessa decisão no andamento das investigações e na percepção pública sobre a justiça no país. A medida cautelar imposta ao desembargador, com o uso de tornozeleira eletrônica, indica que, embora ele esteja em liberdade, ainda há um controle sobre suas atividades e a possibilidade de interferência nas investigações.
A continuidade da Operação Unha e Carne e as repercussões das decisões do STF serão acompanhadas de perto pela sociedade e pela mídia, uma vez que envolvem questões cruciais sobre a integridade do sistema judicial e a luta contra a corrupção no Brasil.











