Previa: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a primeira etapa das obras da Nova Serra das Araras, que não apenas visa melhorar a infraestrutura viária, mas também incorpora práticas de sustentabilidade e preservação ambiental.
A Nova Serra das Araras, localizada na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no município de Paracambi, no Rio de Janeiro, é um projeto que reflete a preocupação com a sustentabilidade em grandes obras de infraestrutura. A inauguração da primeira etapa, realizada pelo presidente Lula, marca um passo importante para a modernização da rodovia, que atende a um tráfego intenso de veículos, especialmente de carga.
Uma das inovações do projeto é a instalação de uma central de britagem no canteiro de obras. Essa estrutura permite o reaproveitamento dos fragmentos de rochas gerados durante as escavações, evitando a geração de resíduos e a necessidade de extração de novos materiais em outras áreas. Segundo o engenheiro civil Thiago Pinho Batista, essa prática não apenas reduz o impacto ambiental, mas também gera economia ao projeto.
Benefícios da Central de Britagem
A central de britagem transforma os fragmentos de rocha em insumos para a própria construção da rodovia, como concreto e asfalto. Com isso, o projeto garante um reaproveitamento integral dos resíduos, evitando a disposição em áreas de descarte e a degradação de novos locais para extração de materiais.
Além dos benefícios econômicos, a obra também traz vantagens sociais e ambientais significativas. A utilização de materiais reciclados contribui para a redução da pegada ecológica do projeto, alinhando-se às diretrizes de sustentabilidade do governo federal.
Integração com o Novo PAC
As obras da Nova Serra das Araras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com um investimento total de R$1,5 bilhão. O projeto prevê a construção de oito faixas de rolamento, novos viadutos e passarelas, visando melhorar a fluidez do tráfego na região, que recebe cerca de 390 mil veículos mensalmente.
Com a conclusão da primeira etapa, quatro quilômetros da pista de subida serão liberados, aumentando a segurança dos motoristas e reduzindo o tempo de viagem. A velocidade permitida na rodovia será de 80 km/h, o que deve resultar em uma significativa diminuição do tempo de percurso.
Preservação da Biodiversidade
Além das melhorias na infraestrutura, o projeto também se preocupa com a preservação da biodiversidade local. Equipes especializadas monitoram a fauna e flora da região, realizando o resgate de animais e plantas antes do início das obras. Desde o início das atividades, cerca de 400 animais foram afugentados e atendidos, garantindo a segurança da fauna local.
O resgate de germoplasma é outra ação importante, com a coleta de epífitas, plântulas e sementes antes da remoção da vegetação. Com mais de 40 espécies vegetais identificadas e 700 mudas produzidas, o projeto busca minimizar a perda de variabilidade genética e garantir a conservação das espécies nativas da Mata Atlântica.
Essas iniciativas demonstram que é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental, estabelecendo um modelo de obras que respeita e protege a biodiversidade, ao mesmo tempo em que atende às necessidades de infraestrutura do país.











