Previa: O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu abrir mão da cabeça de chapa em metade dos estados para fortalecer alianças estratégicas nas eleições de 2026, mantendo a candidatura a governador em 12 estados e no Distrito Federal.
Em um movimento que reflete a busca por palanques fortes nas próximas eleições, o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optaram por uma estratégia de alianças. O partido abrirá mão de candidaturas próprias em 15 estados, priorizando nomes mais competitivos para garantir uma base sólida de apoio.
Atualmente, Lula é o único pré-candidato a presidente que já conseguiu fechar palanques em todas as unidades da Federação. No entanto, o PT terá candidatos a governador apenas em 12 estados e no Distrito Federal, enquanto em outros locais, o partido optou por apoiar aliados, incluindo siglas que não estarão com Lula na corrida presidencial.
Alianças e apoios
O PT decidiu apoiar o PSD em cinco estados, incluindo Mato Grosso, Sergipe, Amazonas, Tocantins e Rio de Janeiro. Em Alagoas e Pará, a sigla se unirá ao MDB, que deixou os diretórios estaduais livres para escolher seus candidatos ao Planalto. Na Paraíba, o apoio será ao PP, e no Amapá, ao União Brasil.
Lula enfatizou a importância de compor com partidos que, embora não sejam do campo progressista, podem colaborar na construção de projetos viáveis para os estados. Essa abordagem pragmática visa ampliar a base de apoio e fortalecer a presença do PT em diferentes regiões do país.
Mudança de estratégia
A decisão de reduzir o número de candidatos petistas para governador representa uma mudança significativa em relação às tradições do partido. Historicamente, o PT lançou muitos candidatos, especialmente nas décadas de 1990 e 2000, mas a estratégia atual reflete um pragmatismo que busca garantir vitórias em um cenário político desafiador.
Desde 2014, o partido tem reduzido o número de candidaturas, focando em manter os governos conquistados e aumentar a representação no Senado e na Câmara dos Deputados. Essa tática é vista como essencial para garantir a governabilidade e a continuidade das políticas do governo Lula.
Desafios nas eleições para governador
O foco do PT será reeleger os governadores nos quatro estados conquistados em 2022: Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí. Contudo, pesquisas eleitorais indicam que o partido enfrentará dificuldades, especialmente na Bahia, onde o governador Jerônimo Rodrigues aparece em segundo lugar nas intenções de voto.
No Ceará, o atual governador Elmano de Freitas está em uma disputa acirrada com o ex-governador Ciro Gomes. Em contrapartida, no Rio Grande do Norte e no Piauí, os pré-candidatos do PT lideram as pesquisas, o que pode indicar um cenário mais favorável para o partido nessas regiões.
Sem candidatos no Sul
Uma novidade nas eleições de 2026 é a ausência de candidatos do PT a governador nos três estados da região Sul. Essa decisão está ligada à nova aliança com o PDT, que permitirá que as duas siglas compitam juntas em nível nacional pela primeira vez desde 2014.
No Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT) será a candidata, com Edegar Pretto (PT) como vice. No Paraná, o partido apoiará Requião Filho (PDT), enquanto em Santa Catarina, o apoio será ao ex-deputado Gelson Merisio (PSB). Essa estratégia reflete uma adaptação do PT às novas dinâmicas políticas regionais e nacionais.











