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Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de investigação da PF por suspeitas de favorecimento ao Banco Master.

Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é investigado por supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal apura se ele favoreceu interesses do banco em troca de vantagens...

Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de investigação da PF por suspeitas de favorecimento ao Banco Master.

Previa: Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é investigado por supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal apura se ele favoreceu interesses do banco em troca de vantagens indevidas.

A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, mira o senador Jaques Wagner (PT-BA) em uma investigação que envolve fraudes e lavagem de dinheiro. A ação, realizada na manhã desta quinta-feira (18/6), também atinge o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

As suspeitas sobre Wagner surgiram a partir de mensagens extraídas do celular de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro. Os investigadores buscam evidências de que o senador teria atuado em favor de pautas do Banco Master no Congresso, incluindo uma proposta que ampliava o crédito consignado e a chamada “Emenda Master”.

A Polícia Federal investiga se o parlamentar recebeu benefícios indevidos, como um apartamento, uso de aeronaves particulares, ingressos para shows e repasses que totalizam R$ 3,5 milhões. Parte desses pagamentos pode ter sido realizada por meio de uma empresa ligada a familiares de Wagner, o que levanta suspeitas sobre a origem do dinheiro.

Empresa da nora

Em março, foi revelado que uma empresa da nora de Wagner estava na folha de pagamento do Banco Master. Bonnie de Bonilha, casada com o secretário de Meio Ambiente da Bahia, foi contratada para prospectar operações de crédito consignado. O contrato foi firmado pela BK Financeira, da qual Bonnie é sócia.

O advogado Moisés Dantas, sócio de Bonnie, afirmou que os serviços prestados foram formalizados e que todos os valores recebidos estão documentados. Wagner, por sua vez, negou qualquer participação em negociações em favor da empresa e ressaltou que cabe a ela prestar esclarecimentos.

Cesta do Povo

Outra conexão de Wagner com o Banco Master remete à privatização da Cesta do Povo, uma rede de supermercados do governo da Bahia, que ocorreu entre 2017 e 2018, quando o senador era secretário de Desenvolvimento Econômico. O empresário Augusto Ferreira Lima venceu a licitação para a aquisição da estatal.

Durante as negociações, o programa Cartão Cesta, voltado a servidores públicos, foi criado e posteriormente deu origem ao CredCesta, um tipo de crédito consignado. Anos depois, Lima se tornou sócio do Banco Master, que incorporou o CredCesta como uma de suas principais operações.

A Polícia Federal está analisando as operações relacionadas à venda de ativos e à incorporação do CredCesta ao banco. Wagner negou qualquer envolvimento com fraudes e afirmou que o processo de venda da estatal foi legítimo e benéfico para os cofres públicos da Bahia.

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