Previa: A Justiça de Roraima bloqueou R$ 429 milhões relacionados à facção criminosa Tren de Aragua, em uma ação que visa desarticular suas operações financeiras no Brasil. A medida é parte da Operação Rota do Norte, que investiga a atuação do grupo no tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.
A Justiça de Roraima tomou uma medida significativa ao bloquear R$ 429 milhões em contas bancárias e ativos financeiros associados a indivíduos investigados por vínculos com a facção criminosa venezuelana Tren de Aragua. Essa ação faz parte da Operação Rota do Norte, uma iniciativa da Polícia Civil do estado destinada a combater a presença e as atividades da organização no território brasileiro.
Os investigadores identificaram que o bloqueio afeta o núcleo responsável pela movimentação e lavagem de dinheiro oriundo de atividades ilícitas, como tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. No total, 34 pessoas, entre físicas e jurídicas, foram apontadas como suspeitas de envolvimento nesse esquema financeiro.
Operação Rota do Norte
A Operação Rota do Norte foi lançada com o objetivo de desmantelar tanto os braços operacionais quanto os financeiros da facção. A ação incluiu a execução de mandados de prisão e busca e apreensão em diversos estados, contando com o apoio de órgãos federais e forças especializadas no combate ao crime organizado.
De acordo com o delegado Hugo Cardias, da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas (Draco), o bloqueio representa um golpe significativo na capacidade operacional da facção. Ele ressaltou a importância dessa medida para desarticular a estrutura financeira que sustenta as atividades criminosas do grupo.
“Esse bloqueio representa um duro golpe contra a facção criminosa, especialmente contra o seu braço financeiro. Essa estrutura era responsável por receber recursos provenientes do tráfico de drogas e do tráfico de armas, promovendo a ocultação e a lavagem desses valores para manter o funcionamento da organização”, destacou.
Comércio de armas de guerra
As investigações revelaram que a Tren de Aragua estava envolvida no comércio de armamentos de guerra, incluindo fuzis e metralhadoras, frequentemente utilizados em confrontos entre facções. O grupo utilizava diversas estratégias para ocultar a origem ilícita dos recursos, como empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros.
Além das medidas de bloqueio, as equipes de investigação apreenderam veículos de alto valor, alguns avaliados em cerca de R$ 1 milhão, além de drogas e armas durante as operações. Essas apreensões são parte do esforço contínuo para desmantelar a infraestrutura criminosa que opera no Brasil.











