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Júri dos EUA conclui que dono da Ticketmaster operou um monopólio ilegal

Um júri americano determinou, nesta quarta-feira 15, que o gigante do

Um júri americano determinou, nesta quarta-feira 15, que o gigante do entretenimento Live Nation exerceu um monopólio por meio de sua empresa Ticketmaster, violando leis federais e estaduais, segundo o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta.

O veredicto, que pode ter profundas repercussões no mundo dos shows, foi anunciado após quatro dias de deliberações. As sanções podem incluir a separação das empresas.

O júri considerou a Live Nation e a Ticketmaster responsáveis por condutas anticompetitivas que prejudicaram a indústria musical e incluíram a cobrança excessiva dos consumidores, de acordo com Bonta.

“Durante tempo demais, a Live Nation e a Ticketmaster têm se aproveitado dos fãs e dos artistas, aumentando os preços dos ingressos e sufocando qualquer concorrência que ameaçasse suas posições”, afirmou a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, em comunicado.

Segundo ela, o júri estimou que os clientes foram vítimas de uma cobrança excessiva de 1,72 dólar por ingresso vendido como resultado desse monopólio. O período analisado foi de maio de 2020 a 2024.

“Estamos incrivelmente orgulhosos do resultado de hoje e especialmente orgulhosos de nossa coalizão composta tanto por estados vermelhos (republicanos) quanto azuis (democratas), que entenderam que precisávamos nos unir para proteger nossos consumidores, negócios e economias estaduais da conduta ilegal da Live Nation”, disse Bonta.

O juiz Arun Subramaniam definirá os valores a serem pagos pela Live Nation, assim como medidas destinadas a evitar que a empresa volte a abusar de seu poder no mercado de ingressos para eventos ao vivo.

As ações da Live Nation encerraram em queda de 6,29% a sessão de quarta-feira na Bolsa de Nova York.

Consultadas pela AFP, a Ticketmaster e a Live Nation, que pode recorrer da decisão, recusaram-se a comentar.

Em 2010, a Live Nation adquiriu a Ticketmaster com a aprovação do Departamento de Justiça e, desde então, vem sendo acusada de abuso de posição dominante.

A pressão se intensificou em 2022, quando o site da Ticketmaster saiu do ar durante a venda de ingressos para a turnê mundial da cantora Taylor Swift, o que provocou uma onda de indignação pública nos Estados Unidos.

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