Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Inverno úmido no Rio Grande do Sul exige cuidados especiais no manejo de cordeiros

O inverno mais úmido no Rio Grande do Sul traz desafios para os ovinocultores, exigindo cuidados especiais no manejo de cordeiros durante a estação de nascimentos.

Inverno úmido no Rio Grande do Sul exige cuidados especiais no manejo de cordeiros

Previa: O inverno mais úmido no Rio Grande do Sul traz desafios para os ovinocultores, exigindo cuidados especiais no manejo de cordeiros durante a estação de nascimentos. A adoção de práticas adequadas pode aumentar a sobrevivência dos animais e garantir a eficiência da produção.

Os meses de julho, agosto e setembro marcam um período crítico para os ovinocultores do Rio Grande do Sul, com a maior concentração de nascimentos nos rebanhos comerciais. A previsão de um inverno mais úmido, influenciado pelo fenômeno El Niño, aumenta os riscos de mortalidade de cordeiros recém-nascidos, especialmente nas primeiras horas de vida.

De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), o planejamento do manejo durante a parição é essencial para minimizar perdas e garantir a sobrevivência dos cordeiros. O inspetor técnico da Arco, Frederico Rott, alerta que a exposição ao frio e a falta de energia são os principais riscos enfrentados pelos recém-nascidos.

Desafios do Nascimento em Condições Adversas

O complexo exposição-inanição é uma das principais causas de mortalidade logo após o nascimento. Os cordeiros, ao nascer, enfrentam uma drástica mudança de temperatura, passando de cerca de 39°C no útero materno para condições externas que podem chegar a zero grau ou até temperaturas negativas.

A presença de chuva agrava a situação, pois aumenta a perda de calor corporal, dificultando a capacidade do animal de se manter aquecido. Rott explica que a incapacidade de conservar a temperatura corporal impede que o cordeiro se levante e encontre o úbere da mãe, essencial para a primeira mamada e a ingestão de colostro.

Importância da Nutrição e Cuidados Pré-Parto

A condição nutricional das ovelhas no final da gestação é crucial para a sobrevivência dos cordeiros. Matrizes com baixa reserva corporal podem gerar filhotes com menor capacidade de enfrentar adversidades climáticas. O fornecimento adequado de nutrientes antes da parição é fundamental para que os cordeiros nasçam mais fortes e com melhores reservas energéticas.

Uma prática recomendada é a esquila pré-parto, que deve ser realizada no último terço da gestação. A retirada da lã estimula o aumento do consumo alimentar das matrizes, contribuindo para o desenvolvimento dos cordeiros e facilitando o acesso ao úbere para a ingestão do colostro.

Ambientes Protegidos e Manejo Preventivo

Oferecer locais protegidos para as parições é outra medida importante para reduzir a exposição dos cordeiros ao frio e à umidade. Alternativas como potreiros com abrigo natural, galpões cobertos e quebra-ventos improvisados são recomendadas para proteger os recém-nascidos.

Rott enfatiza que a redução da exposição ao vento é uma estratégia simples e eficaz para aumentar o tempo disponível para que os cordeiros realizem a primeira mamada, essencial para superar o período crítico após o nascimento.

Com a previsão de um inverno mais chuvoso, a adoção antecipada de medidas de manejo pode impactar positivamente os índices produtivos dos rebanhos. O acompanhamento nutricional das matrizes e a preparação dos ambientes de nascimento são práticas fundamentais para aumentar a sobrevivência e melhorar os resultados da ovinocultura.

A Arco destaca que ações simples de manejo realizadas antes e durante a parição podem reduzir significativamente as perdas e contribuir para uma produção de cordeiros mais eficiente e sustentável. A atenção aos detalhes pode fazer toda a diferença na saúde e no bem-estar dos animais durante esta estação desafiadora.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta