Previa: A queda nas importações de fertilizantes no primeiro semestre de 2026 gera preocupações entre produtores e empresas do agronegócio, especialmente com a proximidade do plantio da soja. A situação pode impactar a disponibilidade de insumos essenciais para a próxima safra.
O mercado de fertilizantes no Brasil está em alerta com a aproximação do plantio da safra de soja. A redução nas importações no primeiro semestre de 2026 levanta questões sobre a disponibilidade de nutrientes e a capacidade de compra dos agricultores, que enfrentam custos elevados. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Comex) indicam que as compras externas de fertilizantes químicos caíram, sinalizando um abastecimento inferior ao do ano anterior.
Brasil reduz importação de fertilizantes no primeiro semestre
Em junho de 2026, o Brasil importou 3,3 milhões de toneladas de adubos e fertilizantes químicos, movimentando cerca de US$ 1,5 bilhão. Comparado ao mesmo mês de 2025, houve uma queda de 20,1% no volume adquirido, enquanto o valor financeiro aumentou 10,7%, refletindo a alta dos preços internacionais. O preço médio das compras externas subiu para US$ 0,40 por quilo, um aumento de 26,1% em relação ao ano anterior.
No total, de janeiro a junho, as importações somaram 18,3 milhões de toneladas, totalizando US$ 7 bilhões. Apesar do aumento na receita, o volume ficou 5,7% abaixo do registrado no primeiro semestre de 2025, resultando em mais de 1 milhão de toneladas a menos disponíveis para os produtores.
Menor oferta preocupa produtores antes do plantio da soja
A proximidade da nova temporada agrícola intensifica as preocupações sobre a oferta de fertilizantes. Em cerca de 90 dias, algumas regiões já estarão se preparando para o plantio da soja, e a disponibilidade de insumos será crucial para o planejamento das lavouras. A principal inquietação do setor é se haverá quantidade suficiente de fertilizantes para atender à demanda nacional e se os agricultores conseguirão arcar com os custos.
Os fertilizantes representam uma parte significativa do custo de produção, especialmente em culturas de alta tecnologia como soja, milho e algodão. A dependência do Brasil em relação às importações para atender a demanda agrícola é evidente, com 45,5 milhões de toneladas importadas em 2025, enquanto as entregas aos agricultores totalizaram 49,9 milhões de toneladas.
Preços elevados aumentam pressão sobre custos agrícolas
Além da diminuição nas importações, o aumento dos preços internacionais dos fertilizantes representa um desafio adicional para os produtores. Mesmo com a redução na quantidade adquirida, o Brasil gastou mais no primeiro semestre de 2026, evidenciando a pressão dos custos logísticos e das oscilações cambiais. Essa combinação de fatores gera um ambiente de atenção para produtores e fornecedores.
Com a necessidade de aplicação dos fertilizantes antes do plantio, o planejamento antecipado se torna essencial. Especialistas recomendam que os agricultores monitorem o mercado e antecipem decisões de compra sempre que possível. A disponibilidade de nutrientes no momento certo é fundamental para garantir a produtividade e evitar perdas nas lavouras.
À medida que a safra de soja 2026/27 se aproxima, o comportamento das importações, os preços internacionais e a logística de entrega dos fertilizantes serão monitorados de perto pelo agronegócio brasileiro. A oferta adequada de insumos será determinante para o desempenho da próxima temporada agrícola e para a competitividade da produção nacional no mercado global.











