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Importação de defensivos agrícolas cai 6,8% em 2026; genéricos ganham espaço

As importações de defensivos agrícolas no Brasil caíram 6,8% em 2026, refletindo uma reconfiguração no mercado, com aumento na participação de produtos genéricos.

Importação de defensivos agrícolas cai 6,8% em 2026; genéricos ganham espaço

Previa: As importações de defensivos agrícolas no Brasil caíram 6,8% em 2026, refletindo uma reconfiguração no mercado, com aumento na participação de produtos genéricos. Essa mudança é impulsionada por fatores econômicos e regulatórios que afetam os produtores rurais.

As importações brasileiras de defensivos químicos totalizaram US$ 4,28 bilhões entre janeiro e maio de 2026, uma queda significativa em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando as compras externas somaram US$ 4,59 bilhões. Em termos de volume, a redução foi de 6,5%, com 502,6 mil toneladas importadas.

Esses dados são provenientes do CropData, uma plataforma de inteligência da CropLife Brasil, que agora fornece informações detalhadas sobre a importação e comercialização de defensivos químicos. Segundo a entidade, essa diminuição não indica uma redução na proteção das lavouras, mas sim uma mudança nas estratégias de compra dos produtores.

Avanço dos defensivos genéricos

Uma das principais tendências observadas em 2026 é o aumento da participação de defensivos genéricos, que são produtos pós-patente disponíveis no mercado internacional. Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil, ressalta que a combinação de margens de lucro mais apertadas e dificuldades financeiras tem levado os agricultores a buscar alternativas mais acessíveis.

A demora na aprovação de novas tecnologias no Brasil também contribui para essa mudança. O longo processo regulatório limita a oferta de produtos inovadores, favorecendo o uso de moléculas já estabelecidas no mercado global.

Entre os defensivos formulados, os herbicidas continuam a ser a categoria mais importada pelo Brasil, movimentando cerca de US$ 471 milhões nos primeiros cinco meses de 2026. Apesar da queda em relação a 2025, os herbicidas representam 34% do valor total das importações de produtos formulados.

Fornecimento e monitoramento de defensivos

A China se mantém como a principal fornecedora de herbicidas para o Brasil, respondendo por 72% do valor importado e 90% do volume adquirido. Os Estados Unidos e a Alemanha também figuram entre os maiores fornecedores, embora em menor escala.

Além disso, a plataforma CropData introduziu uma nova ferramenta que permite o monitoramento das importações por ingrediente ativo, facilitando a análise do mercado e promovendo maior transparência sobre a dinâmica do setor.

Os dados mais recentes indicam que, em 2024, o mercado interno brasileiro comercializou 826 mil toneladas de defensivos formulados, com um consumo médio de 7,73 quilos por hectare. Essa métrica segue a metodologia da FAO para mensurar o uso de defensivos agrícolas em diferentes países.

O cenário atual do mercado de defensivos químicos no Brasil é de ajuste, com menor volume de importações e maior participação de produtos genéricos. O setor destaca a necessidade de previsibilidade regulatória para acelerar o acesso a novas tecnologias, essencial para manter a competitividade da agricultura brasileira.

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