Previa: O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) está prestes a registrar quatro novas cultivares que prometem revolucionar a fruticultura no estado, aumentando a produtividade e a renda dos agricultores.
O IDR-Paraná está na fase final de desenvolvimento de quatro novas cultivares que visam fortalecer a fruticultura no estado e ampliar as oportunidades para os produtores rurais. As variedades, que incluem uma de maçã, duas de ameixa e uma de pitaia, estão passando pelos últimos processos de avaliação antes do registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), etapa crucial para sua disponibilização ao mercado.
Essas novas cultivares foram projetadas com foco em produtividade, adaptação às condições climáticas do Paraná, resistência a doenças e qualidade dos frutos. Essas características são fundamentais para aumentar a competitividade da fruticultura brasileira e atender às exigências do mercado consumidor.
Pesquisa genética fortalece inovação no campo
O desenvolvimento das novas variedades é resultado de anos de pesquisa em melhoramento genético realizado pelo IDR-Paraná. O objetivo é oferecer aos agricultores materiais mais produtivos e sustentáveis, adaptados às diferentes regiões do estado.
De acordo com Altair Sebastião Dorigo, diretor-presidente do instituto, cada cultivar representa um longo processo de estudos, cruzamentos e seleção de plantas com características superiores. Além de melhorar o desempenho das lavouras, os novos materiais visam reduzir custos de produção e aumentar a rentabilidade das propriedades rurais.
Vania Moda Cirino, diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, ressalta que o investimento contínuo em ciência e inovação é essencial para garantir a competitividade da agricultura paranaense e fortalecer a sustentabilidade na produção de frutas.
Novas cultivares e suas características
Uma das principais inovações é uma nova cultivar de maçã, desenvolvida para áreas de clima subtropical. Essa variedade necessita de apenas 260 horas de frio para a quebra de dormência, o que é menos da metade da exigência de variedades tradicionais, permitindo uma excelente adaptação às condições climáticas do Paraná.
As novas cultivares de ameixa também são notáveis, apresentando resistência à escaldadura das folhas, uma das principais ameaças à cultura no Brasil. Além disso, têm baixa exigência em frio e oferecem alta produtividade e qualidade dos frutos, aumentando a vida útil após a colheita.
A cultivar de pitaia se destaca pelo florescimento precoce, permitindo que os produtores iniciem a colheita entre 20 e 25 dias antes das variedades atualmente cultivadas. Isso possibilita aproveitar períodos de maior valorização da fruta, ampliando as oportunidades de comercialização.
Crescimento da fruticultura paranaense
As novas cultivares chegam em um momento de expansão da fruticultura no Paraná, impulsionada pelo fortalecimento de culturas tradicionais e pela incorporação de novas espécies. O estado já é um dos principais produtores de maçã do Brasil, com uma produção de 25,7 mil toneladas em 2024, gerando um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 87,2 milhões.
A produção de ameixa também é significativa, com 6,4 mil toneladas e um VBP de R$ 28,8 milhões. A pitaia, por sua vez, continua a expandir sua presença, ocupando 333 hectares e movimentando R$ 41,7 milhões em 2024.
Com a introdução dessas novas cultivares, a expectativa é aumentar a competitividade da fruticultura paranaense, oferecendo aos agricultores materiais mais produtivos e adaptados às exigências do mercado, fortalecendo ainda mais o agronegócio no estado.











