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IAC lança cultivar de mandioca 25% mais produtiva e transforma indústria de fécula e farinha

O Instituto Agronômico (IAC) lançou uma nova cultivar de mandioca que promete aumentar a produtividade da indústria de fécula, farinha e polvilho.

IAC lança cultivar de mandioca 25% mais produtiva e transforma indústria de fécula e farinha

Previa: O Instituto Agronômico (IAC) lançou uma nova cultivar de mandioca que promete aumentar a produtividade da indústria de fécula, farinha e polvilho. A variedade IAC 139 é 25% mais produtiva que as existentes no mercado, trazendo inovações significativas para a cadeia produtiva.

O Instituto Agronômico (IAC) apresentou recentemente a cultivar IAC 139, que se destaca por sua produtividade e eficiência. Com um aumento médio de 25% na produção em relação às variedades atualmente disponíveis, essa nova cultivar é uma alternativa promissora para os produtores e indústrias que dependem da mandioca.

Um dos principais atrativos da IAC 139 é seu elevado teor de matéria seca, que chega a 41%, e a alta concentração de amido, entre 80% e 85%. Essas características são fundamentais para o processamento industrial, pois permitem um maior aproveitamento e reduzem as perdas durante a produção de derivados como fécula e farinha.

Vantagens da nova cultivar

A cultivar IAC 139 não só oferece maior produtividade, mas também apresenta raízes com casca e polpa claras, características valorizadas pela indústria. Segundo o pesquisador José Carlos Feltran, do IAC, a cultivar foi desenvolvida com foco em atributos essenciais, como resistência à bacteriose, uma das principais doenças que afetam a mandioca.

Outro ponto positivo é o ciclo produtivo mais curto, permitindo que a IAC 139 seja colhida entre 10 e 13 meses após o plantio. Isso proporciona maior flexibilidade no planejamento agrícola e pode reduzir os custos de produção, beneficiando os agricultores.

A nova cultivar foi especialmente desenvolvida para as regiões de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde a mandioca é amplamente cultivada. São Paulo, por exemplo, possui cerca de 70 mil hectares dedicados à mandioca industrial, principalmente na região do Médio Paranapanema.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de mandioca, cultivando aproximadamente 1 milhão de hectares e produzindo cerca de 20 milhões de toneladas anualmente. A IAC 139 se junta a outras cultivares adaptadas às condições locais, contribuindo para a autossuficiência do país na produção de mandioca para a indústria.

Um marco na pesquisa agropecuária

O desenvolvimento da IAC 139 é resultado de mais de uma década de pesquisa, iniciada em 2012, com cruzamentos entre cultivares existentes. Após rigorosos testes em diversas regiões, a cultivar foi registrada oficialmente, representando um avanço significativo na pesquisa agropecuária.

Com a introdução da IAC 139, o IAC reforça seu compromisso com a inovação e a melhoria da produtividade no agronegócio brasileiro. A nova cultivar não apenas promete aumentar a eficiência da cadeia produtiva da mandioca, mas também contribuir para a competitividade do setor, oferecendo uma matéria-prima de qualidade superior para a indústria de fécula, farinha e polvilho.

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