Prévia: Um homem foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão por tentativa de feminicídio após atacar sua companheira com uma marreta em Cosmópolis, São Paulo. O crime ocorreu em abril de 2024 e deixou a vítima com sequelas permanentes.
Na tarde de quarta-feira, 17 de junho de 2026, o Tribunal do Júri de Cosmópolis, São Paulo, proferiu a condenação de um homem por tentativa de feminicídio. A pena foi fixada em 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, com a execução imediata da sentença. O réu já se encontrava preso desde a época do crime.
O julgamento, que durou cerca de oito horas, analisou um caso de tentativa de homicídio qualificado em um contexto de violência doméstica. Os jurados acolheram a denúncia do Ministério Público, que detalhou a brutalidade do ataque ocorrido em 25 de abril de 2024, no bairro Parque Dona Esther.
Durante as investigações, ficou claro que o agressor atacou a vítima enquanto ela dormia, utilizando uma marreta de mais de 2,6 quilos. Os golpes desferidos na cabeça da mulher resultaram em grave afundamento de crânio, intenso sangramento e sequelas permanentes, incluindo a perda da visão de um dos olhos.
Consequências do ataque
O tribunal destacou a gravidade das lesões sofridas pela vítima, que só sobreviveu graças ao atendimento médico recebido após ser encontrada por terceiros. As consequências do ataque foram severas, com a mulher enfrentando danos físicos e deformidades permanentes.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de meio cruel e feminicídio, considerando que o ataque foi realizado de forma inesperada e em um ambiente de violência doméstica. A decisão do tribunal enfatizou a vulnerabilidade da vítima no momento do crime.
Pena e julgamento
O juiz responsável pelo caso ressaltou a elevada culpabilidade do réu e a gravidade das consequências do crime ao determinar a pena. A decisão foi influenciada pelas sequelas permanentes que a vítima suportará ao longo da vida, justificando uma pena acima do mínimo previsto pela legislação.
A promotora de Justiça Francielle Armidoro Rabelo apresentou a denúncia, enquanto o promotor Danilo Roberto Mendes conduziu a acusação durante o julgamento. Com a condenação, o réu cumprirá sua pena em regime fechado, refletindo a seriedade do crime cometido.











