Previa: No primeiro Iguatemi Talk Wellness, Harold James, makeup artist da L’Oréal Paris, compartilhou suas reflexões sobre a maquiagem como forma de expressão e identidade. O evento destacou a importância da beleza pessoal e da liberdade na escolha estética.
Na última terça-feira, 23 de junho, o Iguatemi recebeu o primeiro Iguatemi Talk Wellness, um evento que se propõe a discutir beleza, bem-estar e longevidade. O destaque da abertura foi Harold James, makeup artist global da L’Oréal Paris, que conversou com a editora de beleza da Vogue, Bárbara Öberg, sobre a relação entre maquiagem e identidade.
Harold James, que já atendeu celebridades como Angelina Jolie e Cindy Crawford, começou sua trajetória na maquiagem de forma inesperada. Formado em Políticas Sociais na França, ele se viu no mundo da beleza após uma experiência casual que o levou a trabalhar na Semana de Moda de Nova York. “Foi mágico”, recorda.
A Beleza como Expressão Cultural
Durante sua carreira, James viajou por diversos países, como Japão, Índia e Brasil, para entender como a maquiagem é percebida em diferentes culturas. “A beleza não é universal; é algo muito pessoal”, afirma. No Brasil, ele notou uma preferência por olhos marcantes e esfumados, ressaltando a expressividade que os olhos têm na cultura brasileira.
Autodidata, ele se inspira no cinema, comparando seu trabalho a um diretor de filmes. “A maquiagem é uma forma de contar histórias e expressar identidade”, diz. Para ele, a autenticidade é fundamental, e a busca pela perfeição pode ser um obstáculo à individualidade.
Entre suas clientes, James destaca a importância de Tina Turner e Angelina Jolie, não apenas pela beleza, mas pela generosidade que elas transmitem. Ele acredita que a verdadeira beleza vai além da aparência e envolve a essência da pessoa.
Beleza e Longevidade
Com um olhar atento ao debate sobre longevidade e procedimentos estéticos, James enfatiza que a beleza não deve ser uma pressão. “Quando você tenta reverter totalmente a idade, se torna um desastre”, alerta. Ele sugere que a maquiagem deve trazer frescor, começando pela preparação da pele.
James também vê a maquiagem como uma linguagem de liberdade. “Por décadas, a beleza foi um conjunto de obrigações. Hoje, você pode escolher como se apresentar ao mundo”, explica. Essa liberdade de escolha é um passo importante para o controle sobre a própria imagem.
Ao falar sobre suas referências de beleza, James menciona as ruas como uma fonte de inspiração. Ele observa a paixão das pessoas por cabelo e unhas, o que reflete um cuidado pessoal significativo. Para ele, a alegria e a generosidade das brasileiras no uso do glamour são características que o mundo deve admirar.
Como diretor global da L’Oréal Paris, James enfrenta o desafio de não impor padrões de beleza, mas sim criar um diálogo. Ele acredita que o futuro da beleza está na valorização da identidade individual, especialmente no desenvolvimento de produtos que respeitem a diversidade dos subtons de pele.











