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Governo brasileiro descarta redução de tarifa do etanol dos EUA e defende setor nacional

O governo brasileiro reafirma sua posição de não reduzir a tarifa de importação do etanol dos EUA, priorizando a proteção da cadeia sucroenergética nacional nas negociações comerciais.

Governo brasileiro descarta redução de tarifa do etanol dos EUA e defende setor nacional

Previa: O governo brasileiro reafirma sua posição de não reduzir a tarifa de importação do etanol dos EUA, priorizando a proteção da cadeia sucroenergética nacional nas negociações comerciais. A decisão busca evitar impactos negativos na produção local, especialmente na Região Nordeste.

O governo federal decidiu manter a tarifa de importação do etanol norte-americano, descartando a possibilidade de redução durante as atuais negociações comerciais com os Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, que destacou a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em proteger o setor nacional.

A posição do governo surge após sugestões do senador Flávio Bolsonaro, que propôs um acordo para zerar as tarifas sobre etanol e açúcar de forma recíproca. No entanto, Elias deixou claro que essa questão não está na pauta oficial, reforçando a necessidade de preservar a competitividade da produção brasileira.

Impactos na cadeia produtiva

O ministro Elias ressaltou que a abertura do mercado brasileiro ao etanol dos EUA poderia causar danos significativos à cadeia produtiva nacional, especialmente na Região Nordeste, onde a produção de biocombustível é crucial para a economia local. Ele enfatizou que qualquer alteração nas tarifas deve considerar os efeitos sobre toda a cadeia sucroenergética.

Além disso, o ministro mencionou que o açúcar brasileiro enfrenta uma sobretaxa de quase 100% para entrar no mercado dos Estados Unidos. Isso torna inviável discutir apenas o etanol sem abordar também as barreiras impostas ao açúcar, que é parte integrante da mesma cadeia produtiva.

Negociações conjuntas

O governo brasileiro defende que as negociações sobre etanol e açúcar sejam tratadas em conjunto, evitando desequilíbrios comerciais que possam comprometer setores estratégicos da agroindústria. A proposta é garantir que tanto os produtores de cana-de-açúcar quanto as usinas nas regiões Norte e Nordeste sejam protegidos.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, citando o fim da política de reciprocidade tarifária no comércio de etanol. Desde 2023, o Brasil voltou a cobrar uma tarifa de 18% sobre as importações de etanol dos EUA, encerrando um acordo que vigorava desde 2010.

Com a retomada da tarifa, as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil caíram cerca de 87% em valor, em comparação com o pico de 2018. Apesar das tensões comerciais, o governo brasileiro reafirma que não pretende flexibilizar sua política tarifária de forma isolada, buscando proteger a competitividade do agronegócio no cenário internacional.

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