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Preços de frutas sobem com oferta restrita de banana e mamão, enquanto citros enfrentam demanda fraca

O mercado de frutas no Brasil apresenta uma dinâmica complexa, com preços em alta para algumas variedades devido à oferta restrita, enquanto outras enfrentam dificuldades por conta da demanda fraca...

Preços de frutas sobem com oferta restrita de banana e mamão, enquanto citros enfrentam demanda fraca

Previa: O mercado de frutas no Brasil apresenta uma dinâmica complexa, com preços em alta para algumas variedades devido à oferta restrita, enquanto outras enfrentam dificuldades por conta da demanda fraca e estoques elevados.

A qualidade das frutas, as condições climáticas e o ritmo das colheitas têm um papel crucial na formação dos preços no setor hortifrutícola brasileiro. Entre os dias 20 e 24 de julho, a banana, o mamão, a manga e o melão mostraram valorização em importantes polos produtores, enquanto frutas como laranja, maçã, melancia e uva enfrentaram desafios devido a estoques elevados e consumo moderado.

Desempenho das Frutas no Mercado

No cinturão citrícola, a laranja enfrenta uma baixa demanda industrial, em parte devido à qualidade da fruta, que não atende aos padrões exigidos. Os estoques nas processadoras permanecem confortáveis, o que reduz a necessidade de novas aquisições. A laranja pera destinada à indústria teve uma média de R$ 31,41 por caixa, enquanto no mercado de mesa, o preço foi de R$ 32,96, com uma leve retração.

Em Santa Catarina, a banana teve alta de preços devido ao frio, que tem retardado o desenvolvimento dos cachos. A banana nanica de primeira qualidade foi vendida a R$ 1,24/kg, um aumento de 9%, enquanto a banana prata alcançou R$ 2,27/kg, com um avanço de 5%. A expectativa é que a oferta continue restrita, embora o fim do mês possa limitar novas valorizações.

A maçã, por sua vez, mantém estabilidade mesmo com estoques elevados. A colheita foi encerrada nas principais regiões produtoras, e o foco agora é acelerar a venda das frutas de menor qualidade. A maçã Gala graúda categoria 1 foi cotada a R$ 94,00 por caixa, com uma leve valorização. A tendência é de redução gradual da oferta, o que pode beneficiar os preços das frutas de maior qualidade.

O mamão formosa também segue em valorização, especialmente no Norte do Espírito Santo, onde os preços atingiram R$ 2,49/kg, um aumento de 24% em relação à semana anterior. Apesar da menor oferta, o fim do mês pode impactar o ritmo das vendas e limitar novas altas.

A manga palmer continua a se valorizar, superando a variedade tommy em várias regiões. No Vale do São Francisco, a palmer foi negociada a R$ 3,80/kg, enquanto a tommy recuou para R$ 3,68/kg. A antecipação da colheita por parte dos produtores pode aumentar a oferta nas próximas semanas.

Após um período de altas, o mercado da melancia apresentou queda nas cotações, com a fruta de maior calibre em Uruana (GO) sendo vendida a R$ 2,52/kg, uma queda de 4,8%. O clima frio e as chuvas impactaram a demanda, e a expectativa é de consumo moderado até o início do próximo mês.

Por fim, a uva continua pressionada pela demanda lenta, com a variedade BRS Vitória sendo negociada a R$ 3,50/kg. A expectativa é de estabilidade no curto prazo, com uma possível recuperação mais consistente apenas no início do próximo mês, quando a demanda tende a aumentar.

O mercado hortifrutícola brasileiro entra em agosto com atenção voltada para as condições climáticas e o comportamento do consumo. As frutas com oferta restrita devem continuar sustentadas, enquanto aquelas com estoques elevados enfrentarão desafios para recuperar preços de forma mais consistente.

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