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Frete rodoviário sobe 0,93% em junho, impulsionado por novas regras e agronegócio

O preço do frete rodoviário no Brasil subiu em junho, mesmo com a queda nos preços do diesel. O aumento é atribuído a novas regulamentações e à demanda aquecida...

Frete rodoviário sobe 0,93% em junho, impulsionado por novas regras e agronegócio

Previa: O preço do frete rodoviário no Brasil subiu em junho, mesmo com a queda nos preços do diesel. O aumento é atribuído a novas regulamentações e à demanda aquecida do agronegócio.

O transporte rodoviário de cargas no Brasil registrou um aumento em junho, com o preço médio do frete por quilômetro rodado alcançando R$ 8,67, uma alta de 0,93% em relação ao mês anterior. Esse movimento ocorre apesar da redução nos preços do diesel, conforme dados da Edenred Mobilidade. A empresa aponta que a demanda por transporte, impulsionada pelo agronegócio e pela recuperação da atividade industrial, é um dos principais fatores para essa elevação.

Um dos principais fatores que pressionaram os preços foi a ampliação da obrigatoriedade da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Essa medida, prevista em resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), agora inclui operações realizadas por frotas próprias, exigindo o cumprimento da tabela do Piso Mínimo de Frete e aumentando os custos operacionais do setor.

Novas regras e seus impactos

A regulamentação que amplia o controle sobre as operações de transporte tende a impactar diretamente a formação dos preços dos fretes em todo o país. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado, com prazo previsto até 16 de julho. Se confirmada, a norma consolidará a obrigatoriedade do CIOT para um número maior de operações logísticas.

Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, destacou que as novas exigências regulatórias compensaram a redução dos custos dos combustíveis, resultando em um leve aumento nos preços do frete em junho.

Embora o custo do diesel tenha diminuído, essa queda não foi suficiente para conter a valorização dos fretes. O diesel S-10, mais utilizado no transporte rodoviário, encerrou junho com preço médio de R$ 7,22 por litro, uma queda de 1,37% em relação a maio. O diesel comum apresentou uma redução ainda maior, de 2,10%, fechando o mês a R$ 6,98 por litro.

A demanda do agronegócio e da indústria

Além das mudanças regulatórias, o agronegócio continua a sustentar a demanda por transporte de cargas no Brasil. A movimentação da produção agrícola, especialmente da segunda safra, exige uma elevada capacidade logística. O lançamento do Plano Safra 2026/2027, que destina R$ 525,1 bilhões para o financiamento da agricultura empresarial, também contribui para esse cenário.

Com maior disponibilidade de crédito e expectativa de crescimento na produção, o setor deve aumentar o volume de cargas transportadas nos próximos meses, mantendo o mercado de fretes aquecido. A recuperação gradual da indústria brasileira também reforça essa perspectiva, com o Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançando 3 pontos em junho, atingindo 100,1 pontos.

Expectativas para o futuro

A Edenred Mobilidade prevê que o mercado de fretes continuará aquecido nos próximos meses. A combinação da forte atividade do agronegócio, os investimentos do Plano Safra, a recuperação da indústria e as novas exigências regulatórias criam um ambiente favorável para a manutenção dos preços do transporte rodoviário em níveis elevados.

Com o avanço da colheita, da comercialização da produção agrícola e do escoamento das cargas industriais, o setor logístico desempenhará um papel estratégico na economia brasileira, sustentando uma demanda consistente por serviços de transporte em todo o território nacional.

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