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Frete agrícola fecha junho em alta anual, mas recua em rotas-chave, aponta Conab

Os custos do frete agrícola em junho de 2026 apresentaram um cenário misto, com quedas em algumas rotas, mas valores ainda superiores aos do ano anterior.

Frete agrícola fecha junho em alta anual, mas recua em rotas-chave, aponta Conab

Previa: Os custos do frete agrícola em junho de 2026 apresentaram um cenário misto, com quedas em algumas rotas, mas valores ainda superiores aos do ano anterior. O Boletim Logístico da Conab destaca a influência das exportações de soja e milho na movimentação do transporte rodoviário.

Os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que, apesar de algumas quedas nas tarifas de frete em relação a maio, os custos permanecem elevados em comparação ao mesmo período do ano passado. A análise abrange os principais corredores logísticos do Brasil, evidenciando a complexidade do cenário atual.

O desempenho robusto das exportações de soja e milho tem sido um fator crucial para a demanda por transporte. Até junho de 2026, o Brasil exportou 69,5 milhões de toneladas de soja, um aumento de 7,12% em relação ao primeiro semestre de 2025. No milho, as exportações chegaram a 7,9 milhões de toneladas, um crescimento de 22,13% no mesmo comparativo.

Impactos Regionais nas Tarifas de Frete

Em Mato Grosso, o principal estado produtor de grãos, 72% das rotas monitoradas pela Conab apresentaram queda nas tarifas. As oscilações variaram entre uma redução de 8% e um aumento equivalente em relação a maio. A colheita do milho segunda safra não atendeu às expectativas, influenciada por uma demanda interna crescente e preços mais atrativos para os produtores.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul viu um mercado relativamente estável, com reajustes em metade das rotas. Em Goiás, as tarifas diminuíram, especialmente nas rotas que partem de Cristalina e Bom Jesus de Goiás. O Distrito Federal também registrou quedas, com reduções de até 4% nas tarifas.

Na Bahia, as tarifas de frete caíram até 7% nas rotas com origem em Luís Eduardo Magalhães, impulsionadas pela maior oferta de caminhões e pela diminuição da demanda após o pico da safra. Em contraste, no Maranhão e Piauí, as tarifas aumentaram devido ao crescimento das exportações e à alta nos preços dos combustíveis.

Desempenho do Sul e Sudeste

No Sudeste, São Paulo apresentou estabilidade nas tarifas, com pequenas altas em algumas rotas. A demanda por transporte aumentou para atender ao escoamento da produção agrícola, mesmo com atrasos pontuais na colheita. Em Minas Gerais, os preços se mantiveram estáveis, enquanto no Paraná, a colheita do milho segunda safra elevou a necessidade de caminhões, mantendo o mercado aquecido.

Os portos do Arco Norte têm se destacado, respondendo por 35,4% das exportações de milho e 39,1% das de soja no primeiro semestre de 2026. Essa tendência reforça a descentralização da logística nacional, beneficiando produtores das regiões Norte, Centro-Oeste e Matopiba.

O Boletim Logístico também aponta uma redução nas importações de fertilizantes, com 18,31 milhões de toneladas adquiridas entre janeiro e junho, uma queda de 5,7% em relação ao ano anterior. A análise abrange ainda a movimentação dos estoques públicos e o comportamento dos principais corredores logísticos do agronegócio.

A eficiência logística continua sendo um fator estratégico para o agronegócio brasileiro. A combinação de uma safra recorde, o crescimento das exportações e os custos operacionais elevados mantém a logística como um elemento central nas decisões de produtores e transportadores, especialmente em um cenário de alta demanda internacional por grãos brasileiros.

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