Previa: Um novo programa nacional visa capacitar líderes comunitários em diferentes biomas do Brasil, promovendo a cultura digital e combatendo a desinformação. Com a expectativa de formar cerca de 4 mil pessoas, a iniciativa busca fortalecer a comunicação local e a inclusão digital.
Na última sexta-feira (26), foi lançado no Rio de Janeiro um programa inovador de formação em cultura digital, que tem como objetivo preparar lideranças comunitárias para enfrentar desafios contemporâneos, como a desinformação e a exclusão digital. A iniciativa, que visa formar aproximadamente 4 mil pessoas, é liderada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Ministério da Cultura (MinC).
Denominado Labic Biomas, o projeto integra a Rede de Formação em Cultura Digital – Labic Brasil e abrange ações formativas em diversos biomas do país, incluindo Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. O foco é capacitar agentes culturais e comunicadores, ampliando o acesso às tecnologias digitais nas comunidades.
Objetivos e Metodologia
O secretário de Formação Artística e Cultural do MinC, Fabiano Piúba, destacou a importância do programa para a formação em cultura digital e mídias digitais. O Labic Biomas busca envolver coletivos, movimentos sociais e lideranças culturais, com uma ênfase especial na juventude.
O programa combina formação técnica, acadêmica e prática, promovendo o desenvolvimento das comunidades e colocando a comunicação como um elemento central. Piúba enfatizou a conexão entre as políticas culturais e ambientais, abordando também as mudanças climáticas.
As atividades do Labic Biomas contarão com parcerias com universidades de todas as cinco macrorregiões do Brasil e terão início no segundo semestre deste ano. Serão selecionados 30 coletivos e projetos locais para desenvolver ações específicas em seus territórios.
Impacto Cultural e Digital
A pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, ressaltou que o Labic Biomas é uma ação que une cultura e cultura digital, respeitando as características únicas de cada bioma. O objetivo é criar ações culturais que reflitam as singularidades de cada região.
Bentes também abordou a importância de combater o negacionismo climático e integrar debates sobre inteligência artificial com os interesses locais. Ela destacou que as redes digitais podem criar ambientes tanto tóxicos quanto produtivos, e que o programa busca explorar essas dinâmicas.
Além disso, o Labic Biomas irá focar em cidades pequenas, ao contrário de edições anteriores que priorizavam grandes capitais. A proposta é garantir uma formação diversificada e acessível, tanto presencial quanto remota, ampliando o alcance das ações culturais.
Com essa iniciativa, espera-se não apenas a sobrevivência em ambientes digitais desafiadores, mas também a criação e produção cultural, reafirmando a importância da cultura digital na vida das comunidades. O Labic Biomas promete ser um passo significativo na construção de uma comunicação mais inclusiva e consciente no Brasil.











