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Flávio Bolsonaro chama decisão de Moraes sobre Jair de “covarde” e “ilegal”

Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que impôs novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua prisão domiciliar.

Flávio Bolsonaro chama decisão de Moraes sobre Jair de "covarde" e "ilegal"

Previa: Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que impôs novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua prisão domiciliar. O senador considerou a medida como uma ação política e desproporcional.

Na última sexta-feira, 17 de julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou sua indignação em relação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ampliou as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio descreveu a ação como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”. Ele acusou Moraes de agir motivado por interesses políticos, sugerindo que o ministro teme o retorno de Jair Bolsonaro ou de outro membro da família à presidência.

“O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra e está tomando chute na cara de Moraes. Hoje foi mais um bico na boca”, afirmou o senador em sua gravação.

Flávio também expressou que a imparcialidade do juiz estaria comprometida, afirmando que o medo de um possível retorno de Jair Bolsonaro ao poder afetou a capacidade de Moraes de atuar como um juiz justo. Ele criticou o uso do poder estatal para, segundo ele, satisfazer “devaneios pessoais” do magistrado.

Restrições ampliadas

A crítica de Flávio Bolsonaro surgiu após a decisão de Moraes, que impôs novas medidas cautelares ao ex-presidente. Entre as restrições, está a proibição de visitas com fins político-eleitorais até o final das eleições gerais deste ano e a suspensão de todas as visitas por 30 dias, exceto de médicos, fisioterapeutas e advogados.

Além disso, Flávio Bolsonaro está impedido de visitar seu pai por um período de 90 dias. Moraes também determinou que Jair Bolsonaro não poderá divulgar manifestos ou mensagens de conteúdo político-eleitoral, mesmo que por intermédio de terceiros.

A nova decisão foi motivada por uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou descumprimento das medidas cautelares. No entanto, Moraes decidiu que o episódio não justificava a conversão da prisão domiciliar em regime fechado.

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