Previa: O aumento significativo nos preços do feijão e legumes em junho de 2026 reflete a pressão inflacionária sobre o orçamento das famílias brasileiras, destacando a importância de uma gestão eficiente na cadeia de suprimentos.
Os preços dos alimentos essenciais voltaram a impactar o bolso dos brasileiros em junho. O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, revela que o feijão liderou as altas no varejo alimentar, com um aumento de 8% na média nacional. Os legumes também apresentaram valorização, com uma elevação de 4,2%, resultado das condições climáticas e da oferta regional que influenciam a produção agrícola.
Entre maio e junho, o preço médio do feijão subiu de R$ 8,05 para R$ 8,70, com os maiores reajustes nas regiões Centro-Oeste e Sul. Os legumes, por sua vez, tiveram um aumento de R$ 7,93 para R$ 8,26, sendo a região Norte a mais afetada, com uma alta de 11,3%.
Clima e oferta seguem pressionando preços dos alimentos
Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, destaca que a volatilidade dos preços demonstra a sensibilidade dos produtos hortifrutigranjeiros às condições climáticas e às diferenças regionais de abastecimento. Um planejamento mais eficiente da cadeia de suprimentos se torna essencial para o varejo, permitindo adequar estoques e precificação conforme as características de cada mercado.
Além dos alimentos, itens de higiene e limpeza também registraram aumento em junho. O papel higiênico teve uma alta de 1,8%, enquanto o detergente líquido e a água sanitária aumentaram 1,7% e 1,4%, respectivamente.
Legumes acumulam alta de mais de 50% em 2026
No acumulado entre dezembro de 2025 e junho de 2026, os legumes apresentaram uma valorização de 50,2%, liderando as altas entre os produtos monitorados. O feijão também teve um aumento significativo de 36,7%, enquanto outros produtos como leite UHT e carne bovina seguiram com altas menores.
A Neogrid prevê que a pressão sobre os hortifrútis e o feijão deve continuar nos próximos meses, em função da oferta e das condições climáticas. O monitoramento em tempo real dos estoques será crucial para minimizar impactos ao consumidor e evitar rupturas nas gôndolas durante o segundo semestre.
No Sudeste, o feijão também se destacou com um aumento de 8,4% em junho. Os legumes tiveram alta de 3%, enquanto produtos como ovos e carne suína apresentaram quedas significativas de preços.
Os dados indicam que os alimentos básicos continuam a ser os principais responsáveis pela pressão inflacionária no varejo brasileiro. Apesar da queda em alguns produtos, a valorização do feijão e dos legumes mantém os custos elevados, exigindo atenção especial na gestão dos estoques e nas condições climáticas que afetam a produção agrícola.











