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Exportações do agronegócio brasileiro alcançam recorde de US$ 103,4 bilhões até julho de 2026

O agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico em suas exportações, totalizando US$ 103,4 bilhões nos primeiros sete meses de 2026. Esse crescimento reflete a força do setor no comércio exterior...

Exportações do agronegócio brasileiro alcançam recorde de US$ 103,4 bilhões até julho de 2026

Previa: O agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico em suas exportações, totalizando US$ 103,4 bilhões nos primeiros sete meses de 2026. Esse crescimento reflete a força do setor no comércio exterior e a crescente demanda por commodities agrícolas.

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram um novo recorde entre janeiro e julho de 2026, somando US$ 103,4 bilhões. Esse resultado representa um aumento de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, destacando a relevância do setor para a economia nacional.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de soja em grãos e carne bovina in natura. Em julho, as exportações chegaram a US$ 16,34 bilhões, o maior valor já registrado para o mês, com um avanço de 5,4% em relação a julho de 2025.

Soja e carne bovina dominam as exportações

O complexo soja liderou as exportações, com US$ 42,1 bilhões, representando 40,7% do total. O setor de carnes ficou em segundo lugar, com US$ 20,5 bilhões, seguido por produtos florestais, café e o complexo sucroalcooleiro.

As exportações de soja em grãos, que totalizaram US$ 35 bilhões, tiveram um crescimento de 15,3%, com um volume embarcado de 83 milhões de toneladas, alta de 7,5%. A oleaginosa foi responsável por 33,9% das exportações do agronegócio no período.

A China continuou sendo o principal destino dos produtos brasileiros, importando US$ 36,2 bilhões, o que representa 35% das exportações do setor. O crescimento foi impulsionado principalmente pela soja e carne bovina, que juntas somaram US$ 29,7 bilhões.

Desempenho variado entre produtos

Enquanto a carne bovina in natura teve um desempenho expressivo, com exportações de US$ 10,5 bilhões e crescimento de 30,1%, o café verde enfrentou dificuldades, com uma queda de 17,8% nas exportações. A celulose e a carne de frango, por outro lado, apresentaram crescimento, com exportações de US$ 6,2 bilhões e US$ 5,8 bilhões, respectivamente.

O farelo de soja também se destacou, alcançando US$ 5,4 bilhões em exportações, um aumento de 16,5%. O algodão e o milho também mostraram crescimento, com exportações de US$ 3,1 bilhões e US$ 2,2 bilhões, respectivamente.

Apesar dos resultados positivos, a dependência de alguns mercados, especialmente da China, é um ponto de atenção. A concentração em poucos produtos e destinos pode impactar a estabilidade das receitas do agronegócio brasileiro no futuro.

Com um desempenho robusto até julho, o agronegócio continua a ser um pilar fundamental da balança comercial do Brasil. O setor não apenas gera receitas significativas, mas também demonstra a capacidade do país de atender à crescente demanda global por alimentos e produtos agrícolas.

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