Prévia: As exportações brasileiras de carne de frango e ovos alcançaram números recordes em 2026, destacando a força da avicultura nacional no mercado internacional, mesmo diante de desafios geopolíticos e sanitários.
A avicultura brasileira se mostra resiliente e competitiva no comércio exterior em 2026. Apesar das incertezas geradas por conflitos no Oriente Médio e mudanças no cenário sanitário global, as exportações de carne de frango e ovos apresentam resultados expressivos, consolidando novos mercados e reafirmando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de proteínas animais no mundo.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base na Secretaria de Comércio Exterior (Secex), revelam que tanto a carne de frango quanto os ovos tiveram desempenho positivo, impulsionados pela diversificação de destinos e pela crescente demanda internacional.
Exportações de carne de frango atingem recorde histórico no primeiro semestre
Entre janeiro e junho de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango, incluindo produtos in natura e processados, totalizaram 2,9 milhões de toneladas. Este é o maior volume já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secex, em 1997.
Esse resultado representa um crescimento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando os embarques somaram aproximadamente 2,6 milhões de toneladas. Pesquisadores do Cepea destacam que esse desempenho evidencia a capacidade da avicultura brasileira de atender a diferentes mercados, mesmo em um cenário internacional desafiador.
Oriente Médio reduz compras, mas novos mercados compensam
Os conflitos no Oriente Médio, que se intensificaram no início de 2026, trouxeram preocupações para o setor exportador. Em 2025, a região foi responsável por quase um quarto das exportações brasileiras de carne de frango. As tensões militares e problemas de navegação no Estreito de Ormuz dificultaram a logística de transporte.
Como resultado, os embarques para os Emirados Árabes Unidos caíram 8,3% em comparação ao primeiro semestre do ano passado. No entanto, a diversificação da pauta exportadora brasileira compensou essas perdas, com destaque para o aumento das exportações para o Japão, que cresceram 21,2%, e para a África do Sul, com um aumento de 38,3% nos embarques.
Exportações de ovos avançam com forte demanda do Chile
O segmento de ovos também apresentou um desempenho positivo em junho, com exportações de 2,59 mil toneladas, um crescimento de 19% em relação ao volume embarcado em maio. Embora ainda esteja abaixo do registrado em junho de 2025, esse resultado indica uma recuperação nas vendas externas ao longo do ano.
O Chile se destacou como o principal mercado, importando 1,87 mil toneladas de ovos brasileiros em junho, um aumento de 41% em relação a maio. Esse movimento é atribuído ao primeiro foco de gripe aviária registrado em uma granja comercial chilena, o que levou o país a intensificar as compras de proteína brasileira para garantir o abastecimento interno.
Brasil amplia presença global no mercado de proteínas
Os resultados das exportações reforçam o papel estratégico do Brasil como fornecedor confiável de alimentos em um cenário internacional repleto de desafios. Enquanto a carne de frango estabelece um novo recorde histórico de exportações, o mercado de ovos continua a encontrar oportunidades de expansão, especialmente devido à demanda chilena.
Para o Cepea, a diversificação dos destinos comerciais e a competitividade da cadeia produtiva brasileira são fundamentais para sustentar o crescimento das exportações e ampliar a participação do Brasil no mercado global de proteínas animais ao longo de 2026.











