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Exportações de café caem 15,7%, mas receita se mantém em US$ 14,6 bilhões

As exportações de café do Brasil sofreram uma queda significativa, mas a receita se manteve estável, refletindo a força das cotações internacionais.

Exportações de café caem 15,7%, mas receita se mantém em US$ 14,6 bilhões

Previa: As exportações de café do Brasil sofreram uma queda significativa, mas a receita se manteve estável, refletindo a força das cotações internacionais. O mercado continua atento às condições da colheita e aos preços globais.

As exportações brasileiras de café encerraram a safra 2025/26 com uma queda de 15,7% no volume embarcado, totalizando 38,46 milhões de sacas de 60 quilos. Esse número é inferior às 45,62 milhões de sacas exportadas na safra anterior, 2024/25. Apesar da redução no volume, a receita cambial se manteve praticamente inalterada, alcançando US$ 14,6 bilhões.

O desempenho financeiro do setor é atribuído ao elevado patamar das cotações internacionais durante todo o ciclo. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) indicam que a valorização dos preços compensou a diminuição nas exportações, permitindo que a receita permanecesse estável em comparação ao ano anterior.

Preços elevados compensam menor volume exportado

Pesquisadores do Cepea ressaltam que os estoques mundiais de café continuam reduzidos, o que mantém os preços internacionais em níveis historicamente altos. Essa situação reflete diretamente no mercado interno, onde a receita das exportações se manteve praticamente inalterada, mesmo com a forte redução dos embarques.

A oferta global restrita e a demanda internacional limitada, especialmente para o café arábica, são fatores que influenciam o comportamento do mercado. A volatilidade nos preços é um reflexo das rápidas reações dos investidores às informações sobre oferta, demanda e condições climáticas.

Bolsas operam em direções opostas

No dia 22 de julho, o mercado internacional de café apresentou movimentos distintos entre as principais bolsas. Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do café arábica mostraram recuperação, com o vencimento setembro/2026 avançando para 323,75 cents por libra-peso. Em contrapartida, na ICE Europe, os contratos futuros do robusta operavam em queda.

A divergência nos mercados evidencia a elevada volatilidade que caracteriza o setor, com investidores reagindo rapidamente a novas informações sobre a oferta e a demanda. Essa situação torna o acompanhamento das condições climáticas e da colheita brasileira ainda mais crucial para os agentes do mercado.

Colheita brasileira continua no radar do mercado

A colheita de café no Brasil é um fator central de monitoramento para os investidores. A previsão de tempo mais seco nos próximos dias deve acelerar o ritmo dos trabalhos nas lavouras. Contudo, os atrasos enfrentados nas semanas anteriores geram incertezas sobre o volume disponível a curto prazo e a qualidade da produção de café arábica.

Além do andamento da colheita, as condições climáticas que possam impactar a próxima safra estão sendo acompanhadas de perto. Qualquer alteração significativa pode provocar oscilações nos preços e na oferta do produto no mercado internacional.

Mercado físico segue com negociações seletivas

No mercado interno, as negociações permanecem cautelosas. Os produtores adotam uma postura seletiva nas vendas, aguardando melhores oportunidades de preços, enquanto os compradores monitoram a evolução da colheita antes de aumentar suas aquisições.

Com estoques internacionais limitados e incertezas sobre a próxima safra, o mercado de café deve continuar a ser altamente sensível a informações climáticas e indicadores de oferta e demanda. Essa dinâmica mantém um ambiente de forte volatilidade, desafiando tanto produtores quanto exportadores e investidores nas próximas semanas.

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