Previa: As exportações de frutas brasileiras caíram em julho, mas a alta nos preços internacionais ajudou a mitigar a perda de receita do setor. O cenário destaca a importância da valorização dos produtos no mercado externo.
As exportações de frutas e nozes não oleaginosas do Brasil apresentaram queda em julho de 2026, refletindo uma diminuição no volume embarcado em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar dessa retração, a valorização dos preços internacionais contribuiu para amenizar o impacto financeiro no setor.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 64,7 mil toneladas de frutas e nozes em julho, uma redução em relação às 76,1 mil toneladas do mesmo período em 2025. Essa queda representa uma diminuição de 14,9% no volume exportado anualmente.
Valorização dos preços e impacto na receita
Embora o volume de embarques tenha diminuído, o preço médio das frutas exportadas subiu 11,6%. O valor médio por tonelada passou de US$ 1.213,60 em julho de 2025 para US$ 1.354,00 em julho de 2026. Essa valorização reflete uma maior demanda e reconhecimento dos produtos brasileiros no mercado internacional.
Com o aumento do preço médio, a receita total das exportações alcançou US$ 87,6 milhões em julho de 2026. Embora esse valor seja inferior aos US$ 92,3 milhões do ano anterior, a queda foi de apenas 5,1%, um percentual consideravelmente menor do que a redução no volume embarcado.
A média diária de embarques também mostrou uma desaceleração, caindo de 3.307,8 toneladas por dia em julho de 2025 para 2.814 toneladas diárias em julho deste ano. A receita média diária também apresentou queda, passando de US$ 4,01 milhões para US$ 3,81 milhões.
Perspectivas para o setor de fruticultura
O desempenho das exportações em julho sugere que o setor enfrentou desafios, como menor volume disponível para embarque e demanda reduzida em alguns mercados. No entanto, a preservação da receita, impulsionada pelo aumento dos preços médios, destaca a resiliência do setor.
Esse cenário reforça a importância da agregação de valor aos produtos brasileiros e da manutenção da competitividade nos mercados internacionais. Mesmo com a diminuição dos embarques, a valorização das frutas brasileiras no exterior demonstra a capacidade do setor de se adaptar e sustentar o faturamento em um ambiente de desafios comerciais.











