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Portos brasileiros têm 2,18 milhões de toneladas de açúcar na fila de embarque

Os portos brasileiros estão com 2,18 milhões de toneladas de açúcar na fila de embarque, mesmo diante de uma desaceleração nas exportações no início de julho.

Portos brasileiros têm 2,18 milhões de toneladas de açúcar na fila de embarque

Prévia: Os portos brasileiros estão com 2,18 milhões de toneladas de açúcar na fila de embarque, mesmo diante de uma desaceleração nas exportações no início de julho. O cenário reflete a complexidade do mercado internacional e os desafios logísticos enfrentados pelo setor.

Os portos do Brasil continuam a movimentar grandes volumes de açúcar, mantendo o país na liderança global das exportações. Até o início de julho, 50 navios estavam programados para carregar 2,176 milhões de toneladas do produto, uma leve queda em relação à semana anterior, quando o volume era de 2,213 milhões de toneladas.

Esse cenário reforça a posição do Brasil como o maior exportador mundial de açúcar, mas também levanta preocupações sobre a desaceleração nas vendas externas e a consequente redução na receita obtida com as exportações.

Porto de Santos é o principal corredor de exportação

O Porto de Santos, em São Paulo, continua a ser o principal ponto de embarque, concentrando cerca de 1,707 milhão de toneladas do total programado. Outros portos que também contribuem para as exportações incluem:

  • Porto de Paranaguá (PR): 431,2 mil toneladas;
  • Porto de Maceió (AL): 31,3 mil toneladas;
  • Porto de Recife (PE): 7,3 mil toneladas.

O line-up de embarques considera não apenas os navios já atracados, mas também aqueles que estão fundeados e os que têm previsão de chegada até 10 de agosto.

Açúcar VHP domina as exportações

O açúcar do tipo VHP (Very High Polarization) permanece como o principal produto destinado ao mercado internacional, com uma programação de embarques que totaliza 1,981 milhão de toneladas. A distribuição dos tipos de açúcar programados para exportação é a seguinte:

  • Açúcar VHP: 1,981 milhão de toneladas;
  • Açúcar TBC: 137 mil toneladas;
  • Açúcar Cristal B-150: 25 mil toneladas;
  • Açúcar Refinado A-45: 7,3 mil toneladas;
  • Açúcar VHP ensacado: 26 mil toneladas.

A demanda por açúcar VHP é impulsionada pelo uso do produto como matéria-prima em refinarias ao redor do mundo.

Desempenho das exportações em queda

Apesar da programação robusta, as exportações de açúcar e melaços apresentaram um início de julho mais fraco. Nos três primeiros dias úteis do mês, o Brasil embarcou 223,9 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 82,2 milhões.

A média diária de exportações foi de 74,6 mil toneladas, com uma receita média de US$ 27,4 milhões e um preço médio de US$ 367,20 por tonelada.

Comparativo com julho de 2025

Quando comparados aos dados de julho do ano anterior, os números mostram uma retração significativa nas exportações. A receita média diária caiu 57,2%, e o volume médio embarcado reduziu 52,2%. O preço médio da tonelada exportada também apresentou um recuo de 10,6%.

Em julho de 2025, a receita média diária era de US$ 64,1 milhões, com embarques de 156 mil toneladas por dia e um preço médio de US$ 410,70 por tonelada.

Expectativas para o futuro

O mercado acompanhará de perto o desempenho das exportações brasileiras nas próximas semanas. Fatores como a demanda internacional, a competitividade do açúcar brasileiro e as condições logísticas nos portos serão determinantes para o ritmo dos embarques na safra 2026/27.

Apesar da desaceleração observada no início de julho, o volume programado nos portos sugere que o Brasil continuará a ser um ator relevante no mercado global de açúcar, sustentando sua posição de liderança nas exportações da commodity.

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