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Ex-comandante da FAB classifica acusação de Flávio Bolsonaro como leviandade

O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Jr. respondeu às acusações de Flávio Bolsonaro, que o acusou de pedir votos para Lula. Baptista classificou a afirmação como uma “leviandade”...

Ex-comandante da FAB classifica acusação de Flávio Bolsonaro como leviandade

Previa: O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Jr. respondeu às acusações de Flávio Bolsonaro, que o acusou de pedir votos para Lula. Baptista classificou a afirmação como uma “leviandade” e defendeu seu depoimento sobre as articulações golpistas após as eleições de 2022.

A troca de farpas entre Carlos de Almeida Baptista Jr. e Flávio Bolsonaro ganhou destaque após o senador fazer uma declaração polêmica durante uma sabatina no Jornal Nacional. Flávio insinuou que o ex-comandante estaria fazendo campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou uma resposta contundente de Baptista Jr.

O brigadeiro, que comandou a Aeronáutica entre abril de 2021 e janeiro de 2023, utilizou suas redes sociais para rebater a acusação. Ele afirmou que a declaração de Flávio não apenas carece de fundamento, mas também serve como uma estratégia para desviar a atenção de questões mais relevantes que foram levantadas durante a sabatina.

Baptista Jr. destacou que a acusação de Flávio é uma tentativa de evitar a responsabilidade de responder a perguntas difíceis. “A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula é antes de tudo uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la”, escreveu o ex-comandante.

Contexto das Acusações

O ex-comandante se tornou uma figura central nas discussões sobre as tentativas de desestabilização do governo após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022. Seu depoimento foi crucial para esclarecer as articulações que ocorreram no Palácio do Planalto, onde se discutiam medidas que poderiam impedir a posse de Lula.

Além de rebater Flávio Bolsonaro, Baptista Jr. também se referiu ao seu livro, “Eu Disse Não! Uma trincheira antigolpista”, que ainda não foi lançado. Ele ironizou o senador, sugerindo que este deveria esperar a publicação para entender melhor suas posições. “Caso tenha feito uma ‘viagem’ sobre o conteúdo do livro, deveria esperar mais dez dias para ler e refletir”, afirmou.

O ex-comandante também direcionou críticas ao coordenador-geral da campanha de Flávio, Rogério Marinho. Baptista Jr. aconselhou Marinho a não adotar um tom agressivo, fazendo referência à famosa frase do ex-técnico da seleção brasileira, Zagallo, que disse “vocês vão ter que me engolir”.

Por fim, Baptista Jr. fez uma alusão ao ex-presidente Fernando Collor, lembrando que um chamado à população pode ter consequências inesperadas. Ele citou a reação popular de 1992, quando Collor convocou os “Caras-Pintadas” a se vestirem de verde e amarelo, resultando em protestos que culminaram em seu impeachment.

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