Previa: A Thinking Machines Lab, sob a liderança de Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, lançou o Inkling, um novo modelo de inteligência artificial que prioriza a personalização e a flexibilidade em vez da potência máxima, desafiando os modelos tradicionais do mercado.
A Thinking Machines Lab, uma startup inovadora, apresentou seu primeiro modelo de inteligência artificial, o Inkling. Com uma abordagem diferenciada, a empresa busca oferecer uma alternativa aos modelos fechados predominantes, como os da OpenAI e Anthropic. O Inkling adota uma arquitetura de “pesos abertos”, permitindo que desenvolvedores e organizações personalizem o modelo com seus próprios dados.
Com 975 bilhões de parâmetros, o Inkling é menos robusto em comparação com os modelos mais avançados do setor, que podem ter até um trilhão de parâmetros. No entanto, a proposta da Thinking Machines é focar em um equilíbrio entre desempenho e custo, priorizando a adaptabilidade para os usuários. A empresa afirma que o modelo não é o mais poderoso disponível, mas é projetado para ser forte em diversos domínios.
Modelo prioriza personalização em vez de potência máxima
Uma característica interessante do Inkling é que, durante cada consulta, apenas 41 bilhões de parâmetros são ativados. Essa estratégia visa reduzir os custos computacionais e acelerar a execução das tarefas, tornando o modelo mais eficiente. A empresa acredita que essa abordagem pode democratizar o acesso à inteligência artificial, permitindo que mais usuários se beneficiem da tecnologia.
O lançamento do Inkling ocorre em um contexto em que a indústria de IA está se movendo em direção a modelos de pesos abertos. Essa mudança é vista como uma resposta ao modelo de “jardim murado”, onde as empresas mantêm controle exclusivo sobre suas tecnologias. Especialistas, como Alex Karp, da Palantir, e Satya Nadella, da Microsoft, alertam que essa centralização pode comprometer os modelos de negócios das empresas.
Plataforma permite ajuste fino do modelo
A Thinking Machines também lançou o Tinker, uma ferramenta baseada em nuvem que facilita o ajuste fino do Inkling. Essa plataforma permite que pesquisadores e desenvolvedores personalizem grandes modelos de IA sem a necessidade de infraestrutura de supercomputação. A empresa afirma que o Tinker pode ser utilizado até mesmo em laptops, tornando a tecnologia mais acessível.
Recentemente, um relatório da Thinking Machines e do fundo de hedge Bridgewater Associates destacou o uso do Tinker para ajustar um modelo chinês de pesos abertos. O resultado foi um desempenho superior ao do GPT-5 e do Claude Opus na triagem de documentos financeiros, com uma redução significativa nos custos de computação.
Empresa afirma ter avaliado riscos de segurança
Antes do lançamento, o Inkling passou por rigorosos testes de segurança. A empresa avaliou cenários que incluíam o uso do modelo para atividades maliciosas, como a construção de armas biológicas e ataques cibernéticos. Embora tenha demonstrado bom desempenho nesses testes, a Thinking Machines reconhece a necessidade de continuar monitorando como as proteções do modelo podem ser manipuladas por terceiros.
Manifesto defende IA descentralizada
Em um movimento para consolidar sua visão, a Thinking Machines publicou um manifesto que defende um modelo descentralizado de desenvolvimento de IA. A empresa critica o modelo centralizado, comparando-o ao “planejamento central” e argumenta que ele não reflete a natureza do conhecimento humano, que é frequentemente tácito e localizado.
Com essa abordagem, a Thinking Machines busca não apenas inovar no campo da inteligência artificial, mas também promover um debate mais amplo sobre o futuro da tecnologia e seu impacto na sociedade. A empresa acredita que a descentralização pode levar a soluções mais eficazes e adaptadas às necessidades locais.











