Previa: A EPAMIG se une ao INCT FoRC para explorar a biodiversidade brasileira em busca de novos alimentos e tecnologias sustentáveis. A iniciativa visa fortalecer o agronegócio e promover uma alimentação mais saudável.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) agora faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Alimentos (INCT FoRC), uma iniciativa da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo é ampliar o uso da biodiversidade brasileira para desenvolver novos alimentos e ingredientes funcionais, além de tecnologias sustentáveis para o agronegócio e a indústria alimentícia.
O INCT FoRC reúne pesquisadores de diversas instituições nacionais e internacionais, criando um programa de pesquisa que conecta ciência, inovação e produção agropecuária. A proposta é transformar o potencial das espécies nativas do Brasil em soluções que gerem valor econômico e promovam uma alimentação mais saudável e sustentável.
Biodiversidade brasileira ainda é pouco explorada na alimentação
Apesar de o Brasil ser um dos países com maior biodiversidade do mundo, apenas uma fração das espécies vegetais nativas é utilizada na produção de alimentos. A situação é ainda mais crítica quando se trata de alimentos funcionais, que oferecem benefícios à saúde além da nutrição básica.
O INCT FoRC foi criado para ampliar esse conhecimento, identificando compostos bioativos em plantas brasileiras e convertendo essas descobertas em novos ingredientes e produtos alimentícios. Essa abordagem visa não apenas inovar, mas também criar oportunidades para produtores rurais e empresas.
Pesquisa conecta campo, indústria e ciência
O instituto, coordenado pela USP, conta com a colaboração de diversas universidades e instituições, incluindo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A proposta é integrar diferentes áreas do conhecimento para acelerar a aplicação das pesquisas no setor produtivo.
Bernadette D. G. M. Franco, coordenadora-geral do INCT FoRC, destaca que o instituto adota um modelo de pesquisa multidisciplinar que busca resolver desafios reais. O foco é estudar a jornada dos alimentos, desde sua origem até sua aplicação na saúde humana e na produção sustentável.
Três plataformas impulsionam inovação em alimentos
As pesquisas do INCT FoRC se desenvolverão em três frentes estratégicas: prospecção da biodiversidade, desenvolvimento de novas tecnologias e fortalecimento das cadeias produtivas. Essas plataformas visam identificar espécies com potencial para novos ingredientes, criar processos biotecnológicos sustentáveis e promover capacitação entre produtores e empresas.
O vice-coordenador-geral do instituto, Eduardo Purgatto, ressalta que a participação de startups e empresas de base tecnológica permitirá direcionar as pesquisas para as demandas concretas do setor agropecuário. Essa integração facilita a transferência de conhecimento científico para soluções práticas.
Investimentos fortalecem pesquisas pelos próximos cinco anos
O INCT FoRC é uma evolução do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), criado em 2014 com apoio da Fapesp. Com um investimento de R$ 10 milhões ao longo dos próximos cinco anos, o instituto contará com recursos do CNPq, da Fapesp e da Capes, permitindo ampliar suas pesquisas e fortalecer a cooperação entre universidades e o setor produtivo.
Esses investimentos são fundamentais para desenvolver tecnologias inovadoras e promover a integração entre ciência, inovação e produção rural, consolidando o Brasil como referência na pesquisa em alimentos e no aproveitamento da biodiversidade.
Pesquisa fortalece o futuro da bioeconomia brasileira
A participação da EPAMIG no INCT FoRC reforça a importância da pesquisa agropecuária na construção de uma bioeconomia baseada na biodiversidade nacional. O instituto busca ampliar o uso de espécies nativas, gerar novos alimentos de alto valor agregado e criar oportunidades para produtores e agroindústrias.
Essa iniciativa representa um passo estratégico para transformar a riqueza biológica do Brasil em inovação e desenvolvimento sustentável, consolidando o país como um líder internacional na pesquisa em alimentos e no aproveitamento de sua biodiversidade.











