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Empresas da América Latina investem em IA, mas apenas 17% alcançam retorno esperado, diz estudo

Um estudo da McKinsey revela que apenas 17% das empresas na América Latina conseguem obter os resultados esperados com seus investimentos em inteligência artificial.

Empresas da América Latina investem em IA, mas apenas 17% alcançam retorno esperado, diz estudo

Previa: Um estudo da McKinsey revela que apenas 17% das empresas na América Latina conseguem obter os resultados esperados com seus investimentos em inteligência artificial. Especialistas alertam para a importância de focar em pessoas e processos para maximizar o retorno.

Apesar do aumento dos investimentos em inteligência artificial, a realidade para muitas empresas da América Latina é desafiadora. De acordo com uma pesquisa da McKinsey, realizada com mais de 120 diretores de operações (COOs) na região, apenas 17% das organizações afirmam ter alcançado o retorno esperado desses aportes. Este índice é significativamente inferior ao de 30% observado globalmente.

O estudo, divulgado em julho de 2026, destaca que o principal obstáculo não está apenas na adoção da tecnologia, mas na maneira como a transformação digital é implementada. A pesquisa revela que a qualificação das equipes é uma questão negligenciada na América Latina, com 35% dos COOs apontando a requalificação da força de trabalho como um dos principais desafios. Em comparação, esse percentual sobe para 49% em nível global.

Desafios e Estratégias na Implementação da IA

Além disso, apenas 7% das empresas latino-americanas afirmam ter implementado inteligência artificial em escala, enquanto no restante do mundo esse número é de 11%. Para Alex Ferreira, fundador da FMG e especialista em implementação de IA, esses dados refletem uma estratégia equivocada adotada por muitas organizações.

Ferreira observa que muitas empresas buscam substituir pessoas por tecnologia, ao invés de aumentar a capacidade das equipes com o uso da IA. “A empresa pode até reduzir custo no curto prazo, mas corre o risco de eliminar o conhecimento que faria a IA funcionar”, alerta o especialista.

Ele enfatiza que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta que apoia a tomada de decisões, aumentando a produtividade das equipes, e não como um substituto. A geração de valor, segundo Ferreira, depende da combinação entre tecnologia, profissionais qualificados e processos bem estruturados.

Com experiência em projetos de transformação tecnológica em grandes empresas, Ferreira destaca a diferença entre uma estratégia de automação e iniciativas que visam apenas a redução de custos. “O profissional mais valorizado nesse cenário não é aquele que compete com a IA, mas sim quem consegue direcioná-la e aplicar o conhecimento do negócio para tomar decisões mais eficazes”, explica.

Para as organizações que desejam ampliar o uso de inteligência artificial, Ferreira recomenda investimentos simultâneos em capacitação, revisão de processos e desenvolvimento das equipes. Essa abordagem pode aumentar as chances de capturar os ganhos prometidos pela tecnologia e garantir um retorno mais satisfatório sobre os investimentos realizados.

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