Previa: A previsão de um El Niño intenso em 2026 acende um alerta para a pecuária no Rio Grande do Sul, exigindo que os produtores adotem medidas preventivas para minimizar os impactos na produção e na saúde do rebanho.
A pecuária bovina no Rio Grande do Sul enfrenta um cenário desafiador com a previsão de um El Niño de forte intensidade para 2026. Esse fenômeno climático pode alterar significativamente o regime de chuvas e as temperaturas, impactando diretamente a produtividade e a saúde dos animais. Especialistas destacam a necessidade de um manejo cuidadoso para evitar perdas econômicas e produtivas.
Impactos no Solo e na Produtividade
Com o aumento das chuvas, o solo tende a ficar saturado, o que dificulta a movimentação dos animais e pode causar danos nas pastagens. O pisoteio do gado em solo encharcado é um dos principais riscos, pois acelera a compactação e a erosão do solo, comprometendo a capacidade produtiva das forrageiras a médio e longo prazo.
Esse cenário não apenas reduz a produtividade, mas também eleva os custos operacionais, impactando a rentabilidade da atividade pecuária. A atenção dos produtores deve estar voltada para a preservação da estrutura do solo, essencial para a manutenção da produção de forragem.
Estresse Térmico e Saúde Animal
Além dos efeitos no solo, o El Niño também pode provocar estresse térmico nos animais. As oscilações de temperatura afetam o ganho de peso dos bovinos de corte e a eficiência da produção leiteira. As vacas em lactação são particularmente vulneráveis, podendo sofrer quedas de produtividade em períodos críticos.
A combinação de calor e umidade cria um ambiente propício para a proliferação de parasitas e doenças, aumentando os riscos sanitários no rebanho. Assim, a saúde animal deve ser uma prioridade nas estratégias de manejo.
Medidas Preventivas e Planejamento
Com as previsões climáticas em mente, especialistas recomendam que os produtores adotem medidas preventivas como parte do planejamento contínuo das propriedades. A diversificação das fontes de alimentação, o fortalecimento da gestão forrageira e o uso de ferramentas simples de gestão rural são algumas das práticas sugeridas.
Entre as ações recomendadas, destaca-se a formação antecipada de estoques de silagem e feno, garantindo suplementação durante períodos de maior precipitação. O manejo rotacionado também é uma estratégia eficaz para evitar o pisoteio excessivo e a degradação do solo.
Reforço no Controle Sanitário
As condições climáticas mais quentes e úmidas podem intensificar a presença de parasitas, como mosca-do-chifre e carrapatos, aumentando os riscos de doenças no rebanho. A atenção deve ser redobrada com animais desnutridos, que são mais suscetíveis a infecções secundárias.
Manter o calendário de vacinação em dia é fundamental para proteger o rebanho de doenças como rinotraqueíte infecciosa e leptospirose. O planejamento antecipado e a adoção de práticas de manejo eficientes serão essenciais para garantir a sustentabilidade da pecuária no Rio Grande do Sul diante das mudanças climáticas previstas.











