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Dino envia à PF explicações de partidos sobre gestão de emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino encaminhou à Polícia Federal as explicações de líderes partidários sobre a gestão de emendas parlamentares, em meio a investigações sobre possíveis irregularidades.

Dino envia à PF explicações de partidos sobre gestão de emendas parlamentares

Prévia: O ministro Flávio Dino encaminhou à Polícia Federal as explicações de líderes partidários sobre a gestão de emendas parlamentares, em meio a investigações sobre possíveis irregularidades. A medida é um desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios de recursos públicos.

Na última segunda-feira (20), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Polícia Federal (PF) as respostas de presidentes de partidos sobre a influência na indicação de emendas parlamentares. Essa ação ocorre em um contexto de investigação sobre a gestão de recursos públicos e possíveis irregularidades na destinação de emendas.

As manifestações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, foram destacadas na decisão. Dino enfatizou a importância de que essas informações sejam analisadas pela PF para que possam ser tomadas as medidas cabíveis dentro da investigação.

Contexto da Investigação

A determinação de Dino surgiu após o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, em decorrência da Operação Transparência. Essa operação investiga possíveis desvios relacionados a emendas parlamentares, levantando preocupações sobre a legalidade das indicações feitas por políticos sem mandato.

Na semana anterior, o ministro havia solicitado que 21 partidos apresentassem explicações sobre a gestão das emendas. A investigação se intensificou após surgirem suspeitas de que Valdemar poderia estar fazendo indicações irregulares, mesmo após seu mandato como deputado federal.

Os presidentes dos partidos foram rápidos em responder às solicitações. Gilberto Kassab, do PSD, negou qualquer influência sobre a destinação de emendas, afirmando que nunca houve menção à possibilidade de seu partido exercer tal poder.

“Em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático houve sequer menção sobre a possibilidade de o peticionante exercer influência na destinação de emendas parlamentares”, declarou Kassab.

Valdemar Costa Neto também se defendeu, afirmando que não possui cotas em emendas e que não realiza indicações formais. Ele destacou que não tem autoridade para ordenar a execução de despesas relacionadas às emendas.

“O presidente nacional do Partido Liberal não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares”, afirmou Valdemar.

A decisão de Dino, que resultou no bloqueio dos bens de Valdemar, reforça a posição de que ele não tem direito à indicação de emendas, o que pode ter implicações significativas nas investigações em andamento.

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