Na manhã de sexta-feira, 18 de setembro de 2026, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana cumpriu mandados de busca e apreensão e indiciou três homens por furto qualificado e associação criminosa em Piracicaba, São Paulo. O trio é suspeito de aplicar o golpe conhecido como “golpe do gato” contra uma idosa de 84 anos.
A investigação teve início após a denúncia de que a idosa foi abordada em sua residência, onde os suspeitos alegaram que um gato estava sobre o telhado e poderia causar um curto-circuito ou incêndio. Durante a conversa, os homens se apresentaram como prestadores de serviços para resolver o suposto problema, conquistando a confiança da vítima e conseguindo descobrir onde ela guardava dinheiro.
Após a abordagem, aproximadamente R$ 500 foram furtados da residência da idosa, sem que qualquer serviço fosse realmente realizado. A Polícia Civil utilizou imagens do sistema de monitoramento da Guarda Municipal de Americana para identificar os suspeitos e avançar nas investigações.
Com as evidências reunidas, a Justiça autorizou a realização de buscas em endereços relacionados aos investigados em Piracicaba. Durante a operação, os policiais apreenderam um veículo, três celulares, 33 ferramentas e um capacete de segurança, sendo que parte dos objetos possui características semelhantes às utilizadas no golpe.
Os três homens foram interrogados e indiciados formalmente, mas, como não havia flagrante no momento da ação, eles não foram presos. A DIG continua a investigação para identificar outras possíveis vítimas e verificar a extensão das atividades criminosas do grupo.
Detalhes do golpe
O golpe que originou a investigação ocorreu em 31 de julho de 2026, na Vila Mariana, em Americana. A abordagem foi elaborada para enganar a idosa, utilizando a história do gato para distrair e desviar a atenção enquanto o furto era realizado. Além do caso em Americana, a Polícia Civil investiga se o mesmo método foi utilizado em outras cidades, como Águas da Prata e Mogi Guaçu, onde duas ocorrências semelhantes estão sob análise.
A DIG alerta a população sobre a importância de desconfiar de abordagens desse tipo e de sempre verificar a identidade de prestadores de serviços antes de permitir a entrada em casa, especialmente quando se trata de pessoas idosas.











