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Denúncias sobre desaparecimento de cozinheira expõem suposta rede de intimidação e corrupção em Ubatuba

O misterioso desaparecimento da cozinheira Berenice Faria em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, deixou de ser apenas uma investigação de pessoas desaparecidas para se transformar no estopim...

O misterioso desaparecimento da cozinheira Berenice Faria em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, deixou de ser apenas uma investigação de pessoas desaparecidas para se transformar no estopim de um escândalo que abala o município. Nas últimas semanas, uma avalanche de relatos na plataforma de denúncias Exposed Brasil trouxe à tona acusações graves que envolvem omissão policial, tráfico de influência e a atuação de uma suposta milícia privada que aterroriza a região há cerca de três décadas.

A principal suspeita do sumiço da cozinheira é sua ex-patroa, Eliane, conhecida na cidade pela alcunha de “Coronel”. Segundo o volume massivo de denúncias feitas por moradores, a suspeita desfrutaria de forte influência local, o que estaria travando o andamento das investigações.

Atraso nas investigações e destruição de provas

O ponto central da indignação popular reside na conduta das autoridades policiais frente às evidências. Relatos apontam que a Polícia Civil demorou dias para solicitar a prisão de Eliane, mesmo com indícios apontando para seu envolvimento.

A situação ganhou contornos cinematográficos — e de suposta negligência — quando a suspeita foi flagrada arremessando seu aparelho celular pela janela com o intuito de eliminar provas e proteger contatos. Apesar do ato ter sido presenciado, os agentes de segurança só teriam retornado ao local para buscar o dispositivo ontem, 14 de julho, comprometendo a integridade da prova.

Além disso, há fortes indícios de vazamento de informações: Eliane teria sido avisada com antecedência sobre o mandado de prisão expedido contra ela.

Trânsito livre e acesso a armas

As denúncias apontam que a blindagem da “Coronel” se dá por meio de relações estreitas com a cúpula da segurança local. Uma delegada do município, descrita como amiga íntima de Eliane e frequentadora assídua de sua residência, é acusada de ser a responsável por vazar a informação da prisão.

Essa mesma autoridade teria facilitado a concessão do registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) para a ex-patroa de Berenice, legalizando seu acesso a armas de fogo.

Empresa de segurança e o clima de terror

O enredo relatado pela população de Ubatuba revela ainda um cenário de intimidação sistemática. Eliane é ex-mulher de um ex-policial que, junto a um sócio, administra uma empresa de segurança privada na cidade. De acordo com denúncias recebidas pelo Exposed Brasil, que serão minuciosamente averiguadas, a dupla estaria ameaçando de morte testemunhas e moradores que ousam falar sobre o caso Berenice.

O clima de medo se agravou após o sumiço de uma segunda pessoa: a nora da irmã de Eliane, apontada como um desafeto da suspeita e possível testemunha no caso. Moradores afirmam que essa rede de opressão atuaria

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com a conivência e o aval de setores da Prefeitura de Ubatuba há mais de 30 anos, promovendo o que chamam de uma “sujeira institucionalizada”.

Mobilização e pedido de socorro

Diante da falta de respostas e do medo de retaliações locais, coletivos e jornalistas independentes estão assumindo a linha de frente. Em um manifesto divulgado junto às denúncias, o grupo fez um apelo direto à população, oferecendo um canal seguro para relatos.

“Se você foi ameaçada por algum desses elementos, entre em contato conosco que imediatamente levaremos à Corregedoria do Ministério Público de São Paulo. Qualquer acidente suspeito com qualquer morador de Ubatuba será minuciosamente investigado por nós e por uma ampla equipe de jornalistas de diferentes veículos.”

O caso agora pressiona o Ministério Público estadual e a Corregedoria da Polícia Civil a federalizarem ou assumirem a condução do inquérito, tirando as investigações da esfera municipal para garantir a isenção e a segurança das testemunhas

 

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