Previa: Os custos de produção de suínos e frangos apresentaram uma nova queda em maio, aliviando a pressão sobre os produtores. A redução nos preços dos insumos, especialmente na alimentação animal, contribui para um cenário mais favorável no setor.
Os dados mais recentes da Embrapa Suínos e Aves, divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), mostram que os custos de produção na suinocultura e na avicultura de corte recuaram em maio nos principais estados produtores do Brasil. Essa tendência é um alívio para os produtores, que enfrentavam pressões financeiras devido aos altos custos de insumos.
Suinocultura: custo do suíno vivo recua em Santa Catarina
Em Santa Catarina, o principal estado produtor de suínos do Brasil, o custo de produção do suíno vivo caiu de R$ 6,25 por quilo em abril para R$ 6,23 por quilo em maio, uma redução de 0,37%. O Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) atingiu 356,33 pontos no mês, refletindo uma queda acumulada de 3,87% no ano.
A alimentação dos suínos continua a ser o maior componente dos custos, representando 72,45% das despesas totais. Em maio, a ração teve uma leve queda de 0,36% em relação ao mês anterior, acumulando uma redução de 2,83% no ano.
Avicultura: custo do frango de corte também diminui
No Paraná, o custo de produção do frango de corte também apresentou uma diminuição, com uma queda de 0,38%, resultando em R$ 4,68 por quilo produzido. O Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) alcançou 362,13 pontos, embora tenha registrado uma leve alta de 0,53% nos primeiros cinco meses de 2026.
A ração, que representa 63,03% do custo total de produção do frango de corte, também viu uma redução de 1,15% em maio, com uma queda acumulada de 6,63% nos últimos 12 meses. Essa diminuição nos custos de alimentação é um fator crucial para a melhoria das margens de lucro dos produtores.
Queda dos insumos favorece competitividade do setor
A redução nos custos de alimentação é um dos principais fatores que têm contribuído para a melhora nas margens de lucro dos produtores, tanto integrados quanto independentes. A estabilização dos preços de milho e farelo de soja impacta diretamente os custos da ração, refletindo nos índices de produção de aves e suínos.
Especialistas do setor alertam que a evolução dos preços dos insumos será um fator determinante para a rentabilidade das atividades no segundo semestre, especialmente em um cenário de oscilações no mercado de grãos e nas exportações de proteínas animais.
Ferramentas auxiliam gestão das propriedades
A Embrapa também disponibiliza ferramentas gratuitas para auxiliar na gestão financeira das propriedades rurais. O aplicativo Custo Fácil, por exemplo, permite que os produtores registrem despesas e gerem relatórios personalizados, facilitando a análise dos custos relacionados à mão de obra familiar.
Além disso, a instituição oferece uma planilha específica para o cálculo de custos em granjas integradas de suínos e frangos de corte, contribuindo para um melhor planejamento e tomada de decisões nas propriedades rurais.
Estados monitorados
Além de Santa Catarina e Paraná, a Central de Inteligência de Aves e Suínos também monitora os custos de produção em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Esse acompanhamento é fundamental para avaliar a competitividade da produção brasileira de proteínas animais no mercado nacional e internacional.











