Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Custo de produção do milho em Mato Grosso cai, mas margens permanecem apertadas na safra 2026/27

Os custos de produção do milho em Mato Grosso caíram em junho, impulsionados pela redução nos preços dos fertilizantes. No entanto, as margens dos produtores permanecem pressionadas, exigindo cautela...

Custo de produção do milho em Mato Grosso cai, mas margens permanecem apertadas na safra 2026/27

Previa: Os custos de produção do milho em Mato Grosso caíram em junho, impulsionados pela redução nos preços dos fertilizantes. No entanto, as margens dos produtores permanecem pressionadas, exigindo cautela no planejamento da safra 2026/27.

Os dados mais recentes do Projeto CPA-MT, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), revelam que os custos de produção do milho para a safra 2026/27 apresentaram um recuo significativo. Essa diminuição é atribuída principalmente à queda nos preços dos fertilizantes e corretivos, que impactam diretamente no Custo Operacional Total (COT).

Queda nos preços dos insumos

Em junho, os gastos com fertilizantes e corretivos diminuíram 2,38%, alcançando R$ 1.532,66 por hectare. Essa redução foi favorecida pela normalização da logística internacional no Oriente Médio, que facilitou a exportação de fertilizantes e aumentou a oferta no mercado global. Essa melhora nas condições de negociação é um alívio para os produtores brasileiros, que enfrentavam custos elevados.

Além dos fertilizantes, os defensivos agrícolas também apresentaram uma leve queda de 0,32%, com custo estimado em R$ 913,04 por hectare. Por outro lado, as sementes de milho tiveram uma valorização de 0,95%, alcançando R$ 848,78 por hectare, o que limitou uma redução mais acentuada nos custos totais da lavoura.

Desafios na rentabilidade

Apesar da redução nos custos operacionais, a rentabilidade dos produtores ainda é motivo de preocupação. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.493,40 por hectare, com uma leve queda de 0,63% em relação ao mês anterior. Já o COT ficou em R$ 6.057,70 por hectare, representando uma retração mensal de 0,60%.

Com uma produtividade estimada de 128,64 sacas por hectare, o levantamento indica que o preço necessário para cobrir o COE é de pelo menos R$ 42,70 por saca, enquanto para cobrir o COT, o valor sobe para R$ 47,09 por saca. No entanto, o preço médio projetado para a safra 2026/27 é de apenas R$ 44,76 por saca, o que demonstra que as margens financeiras permanecem apertadas.

Expectativas para o mercado

A expectativa do setor é que os custos continuem a ser influenciados por oscilações no mercado internacional de fertilizantes, variações cambiais e a demanda global por matérias-primas agrícolas. Para os produtores, isso reforça a importância de um planejamento cuidadoso das compras de insumos e da gestão de custos.

Embora a queda nos preços dos fertilizantes ofereça um alívio temporário, o cenário para o milho em Mato Grosso ainda exige atenção. A recuperação das margens dependerá da evolução dos preços do cereal e da estabilidade dos custos de produção ao longo do ciclo 2026/27. Assim, os produtores devem estar preparados para enfrentar os desafios que podem surgir nos próximos meses.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta