Previa: Os Correios estão prestes a lançar um novo Plano de Demissão Voluntária, que pode impactar até 7 mil empregados, como parte de um processo de reestruturação que visa reduzir custos e reverter prejuízos financeiros.
Nos próximos dias, a estatal Correios deve anunciar um novo PDV (Plano de Demissão Voluntária) destinado a funcionários de unidades que serão desativadas. A expectativa é que cerca de 7 mil trabalhadores possam aderir ao programa, que ficará disponível até o final do ano.
A medida faz parte de um plano mais amplo que prevê o fechamento de aproximadamente mil pontos de atendimento em todo o Brasil, incluindo centros de tratamento e agências. Diferentemente do PDV anterior, realizado em 2025, não haverá uma meta formal de adesão estabelecida pela direção da empresa.
O novo programa segue o PDV que ocorreu entre fevereiro e março deste ano, quando 3.075 empregados optaram pela demissão voluntária, um número que ficou abaixo da meta de 10 mil desligamentos. Apesar disso, a empresa afirma ter alcançado cerca de 45% da economia esperada, que visava reduzir despesas em R$ 1,4 bilhão.
Pressão por redução de custos
A contenção de gastos com pessoal é uma das principais estratégias da reestruturação dos Correios. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões, um aumento de 82,35% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esse cenário financeiro reforça a necessidade de medidas de ajuste. Fontes internas indicam que, caso os programas voluntários não atinjam os resultados desejados, a direção da empresa pode considerar demissões obrigatórias.
Meta é reverter prejuízos até 2027
O governo federal acredita que a reestruturação permitirá que os Correios recuperem sua saúde financeira até 2027. O plano inclui não apenas a redução de despesas operacionais e administrativas, mas também a busca por parcerias com o setor privado para diversificar as atividades e aumentar as receitas.
No entanto, as previsões para o curto prazo continuam desafiadoras. Para 2026, estima-se que o prejuízo acumulado da estatal chegue a cerca de R$ 10 bilhões, o que torna urgente a implementação das medidas em discussão.











