Previa: Dois dos acusados de um estupro coletivo em Copacabana também são investigados por um crime semelhante em Botafogo. A Polícia Civil do Rio de Janeiro busca responsabilizar os envolvidos, que eram menores na época do primeiro crime.
Em janeiro de 2026, um caso de estupro coletivo em Copacabana chocou a sociedade carioca. A investigação da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) revelou que dois dos cinco acusados já estavam envolvidos em um crime semelhante ocorrido em agosto de 2023, em Botafogo. A gravidade das acusações e a repetição do crime levantam preocupações sobre a segurança de adolescentes na cidade.
Detalhes do crime em Copacabana
O estupro coletivo ocorreu na Rua São Clemente, onde a vítima, uma adolescente de 14 anos, foi atraída para a casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que na época tinha 17 anos. O convite para o encontro partiu de um adolescente de 14 anos, que atualmente está internado por determinação judicial devido ao caso de Copacabana.
Matheus, agora com 19 anos, está preso preventivamente. A mãe da vítima relatou que a filha foi coagida a permitir a entrada de outros dois jovens no quarto, onde foi submetida a relações sexuais forçadas por cerca de uma hora e meia. Além disso, a adolescente sofreu agressões físicas, incluindo tapas e socos.
O caso ganhou ainda mais gravidade com a informação de que o estupro foi filmado e as imagens divulgadas pelos autores para constranger a vítima. O delegado Ângelo Lopes destacou que as provas coletadas, como fotografias das lesões e mensagens de celular, corroboram a versão da vítima e indicam que a ação foi planejada.
Investigação e medidas legais
A Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou novos mandados de busca e apreensão para os dois adolescentes envolvidos. O Ministério Público do Rio de Janeiro apoiou o pedido, que foi encaminhado à Vara da Infância e da Juventude. Os adolescentes responderão por ato infracional análogo ao crime de estupro coletivo qualificado, uma vez que a vítima também era menor de idade.
Gabriel Oliveira Palmieri, o terceiro suspeito do caso de Botafogo, foi indiciado por estupro coletivo qualificado. A polícia ainda pediu medidas cautelares para garantir a proteção da vítima, evitando qualquer aproximação dos acusados.
Consequências para os envolvidos
Em maio de 2026, a Vara da Infância e da Juventude já havia determinado a internação do adolescente envolvido no caso de Copacabana, considerando a gravidade do crime e a violência praticada. A decisão reconheceu que o adolescente planejou uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo.
Atualmente, o adolescente cumpre uma medida socioeducativa de internação, sem autorização para atividades externas, por um período inicial. O desdobramento dos casos levanta questões sobre a necessidade de um sistema de justiça mais eficaz para lidar com crimes cometidos por menores, especialmente em situações de violência sexual.











