Previa: A seleção brasileira feminina de futebol se prepara para a Copa do Mundo de 2027 com um novo foco em estrutura e competitividade. Com uma base sólida e um time renovado, as jogadoras buscam não apenas o título, mas também a consolidação do futebol feminino no Brasil.
O futebol feminino no Brasil passou por uma transformação significativa nas últimas décadas. Desde que as mulheres foram autorizadas a praticar oficialmente a modalidade em 1979, a evolução tem sido notável. A primeira seleção brasileira feminina foi formada em 1986, e hoje, sob a liderança do técnico Arthur Elias, a equipe se destaca no cenário internacional, ocupando o top 6 do ranking da FIFA.
Com um legado deixado por ícones como Marta e Formiga, a nova geração está determinada a fazer história. Recentemente, o time conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e venceu a Fifa Series 2026, mantendo uma campanha invicta. Cristiane Gambaré, coordenadora de seleções femininas da CBF, destaca que “hoje, somos protagonistas desse esporte”.
Reestruturação e Identidade Coletiva
Nos bastidores, a CBF implementou uma reorganização nas categorias de base, integrando os times sub-15, sub-17, sub-20 e a seleção principal. Essa mudança visa construir uma identidade coletiva que sustente o crescimento a longo prazo do futebol feminino. Aline Pellegrino, gerente de competições femininas, ressalta a importância das competições nacionais, que agora incluem nove campeonatos, promovendo a profissionalização e atraindo patrocínios.
O fortalecimento das ligas e a realização de eventos significativos, como a Copa do Mundo de 2027 no Brasil, são vistos como oportunidades para acelerar investimentos no futebol feminino. Pellegrino lembra que, em sua época, ainda não havia disputas oficiais, o que torna as conquistas atuais ainda mais significativas.
A meio-campista Angelina Costantino, que faz parte da equipe atual, destaca a importância do trabalho em equipe e da preparação coletiva. Recentemente, Arthur Elias convocou 30 jogadoras para um período de preparação extra, aumentando a competitividade do grupo. Costantino enfatiza que a responsabilidade pela vitória é compartilhada entre todas as jogadoras.
A atacante Kerolin Nicoli, herdeira da famosa camisa 10, expressa o desejo de elevar o futebol feminino brasileiro a um novo patamar. Para ela, a Copa do Mundo em casa representa não apenas a busca pelo título, mas a realização de um legado construído por várias gerações de jogadoras. O objetivo é claro: “vamos buscar nossa primeira estrela”, afirma Gambaré.











