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Colheita de café 2026/27 avança no Brasil, mas mercado permanece em alerta

A colheita da safra de café 2026/27 no Brasil avança com a melhora das condições climáticas, mas ainda enfrenta atrasos que preocupam o mercado internacional.

Colheita de café 2026/27 avança no Brasil, mas mercado permanece em alerta

Previa: A colheita da safra de café 2026/27 no Brasil avança com a melhora das condições climáticas, mas ainda enfrenta atrasos que preocupam o mercado internacional. A qualidade dos grãos e a oferta global permanecem em foco diante de estoques reduzidos.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 está ganhando ritmo, impulsionada por condições climáticas mais secas. No entanto, os trabalhos ainda estão atrasados em comparação aos anos anteriores, o que mantém o mercado internacional em alerta. As preocupações com a qualidade dos grãos e a oferta global são fatores que influenciam o cenário atual.

As chuvas fora de época, associadas ao fenômeno El Niño, impactaram negativamente o andamento da colheita e etapas essenciais como secagem e beneficiamento. O excesso de umidade durante o ciclo trouxe desafios adicionais para os produtores, refletindo na qualidade de alguns lotes de café.

Avanço na colheita das variedades de café

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, até 5 de agosto, 84% da safra havia sido colhida, um avanço de seis pontos percentuais em relação à semana anterior. Apesar disso, o ritmo de colheita ainda é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando 94% da produção já havia sido colhida.

Entre as variedades, o café conilon (canéfora) apresenta o avanço mais significativo, com 99% da produção colhida. Este percentual é semelhante ao do ano passado e acima da média histórica recente. Por outro lado, a colheita do café arábica, que representa a maior parte da produção de maior valor agregado, está mais lenta, com apenas 77% da produção colhida até o momento.

Impactos no mercado internacional

O atraso na colheita brasileira está influenciando os preços do café na Bolsa de Nova York. O analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, aponta que o movimento recente reforça uma tendência de alta nos preços, impulsionada pela rolagem de contratos e cobertura de posições vendidas.

Além disso, a baixa disponibilidade de café certificado na Bolsa de Nova York, que está nos menores níveis dos últimos dois anos e meio, aumenta a sensibilidade do mercado a riscos relacionados ao abastecimento global. Isso contribui para a volatilidade das negociações.

Qualidade da safra e riscos climáticos

As condições climáticas adversas também levantam preocupações sobre a qualidade dos grãos. O atraso na colheita e no beneficiamento resultou em uma maior incidência de café de chão e uma menor disponibilidade de cafés especiais. Isso significa que a nova safra pode não atender às expectativas iniciais do mercado.

O fenômeno El Niño continua a ser um fator de risco, especialmente nas regiões produtoras do Brasil e na Ásia. A possibilidade de impactos na próxima safra mundial adiciona um prêmio de risco climático aos preços do café, mantendo os investidores atentos às condições climáticas nos próximos meses.

Com a colheita se aproximando do fim, o mercado deve observar de perto o ritmo de conclusão dos trabalhos, a qualidade dos grãos disponíveis e o comportamento dos estoques globais. O atraso acumulado e as incertezas sobre a oferta e qualidade do café brasileiro são fatores que continuam a chamar a atenção do mercado internacional.

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