Previa: O avanço da colheita da safrinha de milho no Brasil está pressionando os preços do cereal, que encerraram junho em queda. A oferta crescente e a cautela dos compradores são fatores que influenciam o mercado.
O mercado de milho brasileiro apresentou um cenário desafiador ao final de junho, com preços em baixa, mesmo com a colheita da segunda safra avançando em várias regiões produtoras. A consultoria Safras & Mercado aponta que o aumento da oferta e a postura cautelosa dos compradores foram determinantes para essa situação.
Em algumas localidades, os preços se mantiveram estáveis, sustentados por negociações pontuais e pela lentidão na comercialização. Contudo, a pressão sobre os preços foi evidente, especialmente devido à intensificação da colheita da safrinha, que aumentou a disponibilidade do cereal no mercado físico.
Desafios na Colheita e na Oferta
A maior oferta de milho levou os consumidores a adotarem uma estratégia de compras mais conservadora, na expectativa de novas quedas nos preços. Ao mesmo tempo, os produtores mostraram resistência em negociar a preços mais baixos, influenciados por incertezas climáticas, como a possibilidade de geadas que, embora não se concretizassem, ainda geraram apreensão.
Além disso, as chuvas na última semana de junho em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo dificultaram o avanço da colheita em algumas áreas, resultando em um ritmo de comercialização irregular. Essa combinação de fatores contribuiu para a volatilidade do mercado.
Impacto das Exportações no Mercado Interno
O comportamento do mercado externo também teve papel importante na dinâmica de preços. A paridade de exportação não se mostrou atrativa em junho, devido a preços enfraquecidos na Bolsa de Chicago e à valorização limitada do dólar em relação ao real. Isso resultou em um suporte externo reduzido para o mercado doméstico de milho.
No fechamento de junho, o preço médio da saca de milho foi de R$ 60,30, uma queda de 1,30% em relação ao mês anterior. As principais praças de comercialização apresentaram comportamentos variados, com destaque para Cascavel (PR) e Campinas (SP), que mantiveram os preços estáveis, enquanto outras localidades, como Rio Verde (GO), registraram quedas mais acentuadas.
Perspectivas Futuras
Com a colheita ainda em curso em regiões chave, o mercado de milho deve continuar sensível ao fluxo de oferta nas próximas semanas. A expectativa é de que a volatilidade persista, influenciada pela demanda cautelosa, condições climáticas e oscilações no mercado internacional.
O desempenho da safrinha será crucial para a formação dos preços internos e para o equilíbrio entre oferta e demanda no segundo semestre, tornando-se um fator determinante para os próximos meses no agronegócio brasileiro.











