Prévia: A colheita da safrinha de milho no Brasil avança rapidamente, alcançando quase 50% da área cultivada. Fatores internacionais, como o clima nos EUA e tensões no Mar Negro, estão impulsionando os preços do cereal no mercado.
A colheita da segunda safra de milho no Brasil está em ritmo acelerado, com cerca de 49,8% da área cultivada já colhida até a última sexta-feira (17). Esse avanço é significativo em comparação aos 38,9% registrados na semana anterior, embora ainda esteja abaixo dos 55,5% do mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos, que é de 56,7%. A situação atual destaca a importância do milho na economia agrícola do país.
Avanço nas colheitas por estado
O estado de Mato Grosso lidera a colheita, com impressionantes 79,8% da área já colhida, reafirmando sua posição como o maior produtor nacional. Outros estados com bom desempenho incluem Tocantins (73%), Maranhão (70%) e Piauí (58%). No entanto, estados como Minas Gerais (18%) e São Paulo (9%) ainda apresentam um progresso limitado, refletindo as variações climáticas e de produtividade nas diferentes regiões.
Atualmente, aproximadamente 45,1% das lavouras estão em fase de maturação, enquanto 5% ainda estão em enchimento de grãos. Isso indica que a oferta de milho deve aumentar consideravelmente nas próximas semanas, o que pode impactar o mercado interno e as exportações.
Influências externas nos preços do milho
Enquanto a colheita avança no Brasil, o mercado internacional também está reagindo a fatores externos que influenciam os preços. O calor intenso em regiões produtoras dos Estados Unidos e na Europa, aliado a tensões geopolíticas no Mar Negro, tem gerado preocupações sobre o abastecimento global. Isso torna o milho brasileiro ainda mais competitivo no mercado internacional.
Esses fatores externos têm mantido o mercado portuário brasileiro aquecido, especialmente para os embarques programados para o último trimestre do ano. A expectativa é que a demanda internacional continue a crescer, beneficiando os produtores brasileiros.
Contratos futuros e mercado físico
Os contratos futuros de milho na B3 refletem esse cenário otimista, com altas significativas nos preços. O contrato com vencimento em setembro de 2026 fechou a R$ 69,43 por saca, enquanto o de novembro de 2026 terminou a R$ 73,58. Essas valorizações indicam um ambiente favorável para os produtores, embora o mercado físico apresente um comportamento regionalizado.
Em regiões onde a colheita ainda está lenta, a menor oferta e a retração dos vendedores sustentam os preços. No entanto, em áreas onde a colheita avança, como em Mato Grosso do Sul, a pressão sobre os preços pode aumentar devido à maior disponibilidade do cereal.
Perspectivas para o mercado de milho
Com a colheita se intensificando nas próximas semanas, espera-se um aumento na oferta de milho no mercado interno, o que pode elevar a liquidez das negociações. Contudo, o comportamento dos preços continuará a ser influenciado por fatores internacionais, como as incertezas climáticas e os riscos geopolíticos.
A combinação desses elementos sugere que, mesmo com o aumento da oferta, o mercado pode encontrar suporte nas condições externas, garantindo um cenário dinâmico para o milho brasileiro nos próximos meses. O acompanhamento atento das condições climáticas e das tensões geopolíticas será crucial para entender as tendências do mercado.











