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Coalizão Direitos na Rede critica retirada de classificação de risco do PL de IA

A Coalizão Direitos na Rede expressa preocupação com a proposta de retirar a classificação de risco dos sistemas de inteligência artificial no Brasil, alertando para possíveis impactos na proteção...

Coalizão Direitos na Rede critica retirada de classificação de risco do PL de IA

Previa: A Coalizão Direitos na Rede expressa preocupação com a proposta de retirar a classificação de risco dos sistemas de inteligência artificial no Brasil, alertando para possíveis impactos na proteção de direitos fundamentais.

A proposta do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator do Projeto de Lei nº 2338/2023, tem gerado controvérsia. A Coalizão Direitos na Rede critica a intenção de remover a classificação de risco dos sistemas de inteligência artificial, um elemento considerado crucial para a proteção de direitos no contexto da nova legislação.

De acordo com a Coalizão, a definição clara de quais tecnologias são consideradas de alto risco é essencial. A retirada desse mecanismo poderia enfraquecer a capacidade da legislação de estabelecer salvaguardas necessárias, além de abrir espaço para interpretações divergentes sobre a aplicação das normas.

Impactos e Riscos das Tecnologias de IA

A organização destaca que a mudança proposta ignora discussões anteriores da Comissão Temporária Interna sobre Inteligência Artificial no Senado e as contribuições da sociedade civil. Para a Coalizão, é fundamental reconhecer que algumas aplicações de IA, como o reconhecimento facial, apresentam riscos superiores que precisam ser abordados.

As tecnologias de reconhecimento facial, segundo a Coalizão, podem afetar direitos fundamentais e a proteção de dados pessoais. Sem uma governança adequada, essas ferramentas podem aumentar os riscos de discriminação e vigilância em massa, além de comprometer a utilização responsável de recursos públicos.

Outro ponto levantado é a coleta massiva de dados biométricos, que levanta preocupações sobre soberania digital e controle das informações pessoais dos cidadãos. A Coalizão defende que, ao menos, essas tecnologias sejam categorizadas como de alto risco, sujeitando-se a obrigações de transparência e supervisão.

A Coalizão também menciona o AI Act como referência internacional, que estabelece requisitos diferenciados para aplicações de alto risco. Exemplos incluem sistemas de identificação biométrica e monitoramento de trabalhadores, que demandam atenção especial devido ao seu potencial impacto social.

Por fim, a entidade ressalta que manter uma lista de riscos na legislação é vital para orientar a governança da inteligência artificial no Brasil. Isso garantiria maior segurança jurídica e alinhamento com padrões regulatórios internacionais, além de desmistificar a ideia de que a classificação de riscos limita a inovação tecnológica.

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