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Mercado de carne de frango enfrenta pressão interna, mas exportações sustentam setor em julho

O mercado de carne de frango no Brasil enfrenta desafios com a pressão nos preços internos, mas as exportações continuam a ser um pilar de sustentação para o setor.

Mercado de carne de frango enfrenta pressão interna, mas exportações sustentam setor em julho

Previa: O mercado de carne de frango no Brasil enfrenta desafios com a pressão nos preços internos, mas as exportações continuam a ser um pilar de sustentação para o setor. A análise aponta que ajustes na produção serão essenciais para equilibrar a oferta e a demanda.

Em julho, o mercado brasileiro de carne de frango viu uma pressão significativa sobre os preços, devido a uma oferta que não se alinhou com o consumo interno. Apesar das dificuldades enfrentadas no atacado e em algumas regiões de venda do frango vivo, as exportações mantiveram um ritmo robusto, sendo o principal suporte para a avicultura nacional.

De acordo com a análise da Safras & Mercado, a demanda interna começou a perder força na segunda metade do mês, após um impulso inicial proporcionado pela entrada dos salários na economia. Essa redução na capacidade de absorção da oferta disponível impactou diretamente os preços.

Mercado interno sente pressão da oferta elevada

No atacado paulista, os preços dos cortes congelados permaneceram estáveis, mas em níveis pressionados pela desproporção entre oferta e demanda. O quilo do peito congelado se manteve em R$ 8,50, enquanto a coxa e a asa foram cotadas a R$ 6,90 e R$ 11,00, respectivamente. Na distribuição, as variações de preço foram mínimas, com o peito a R$ 8,70/kg e a coxa a R$ 7,10/kg.

Os cortes resfriados apresentaram um cenário semelhante, com o peito cotado a R$ 8,60/kg e a coxa a R$ 7,00/kg no atacado. Na distribuição, os preços foram de R$ 8,80/kg para o peito e R$ 7,20/kg para a coxa, sem alterações significativas ao longo do mês.

Frango vivo registra quedas em importantes regiões produtoras

O levantamento da Safras & Mercado revelou quedas nas cotações do frango vivo em várias regiões do Brasil. Em São Paulo, o preço do quilo caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10, enquanto no Mato Grosso do Sul a redução foi mais acentuada, passando de R$ 5,30 para R$ 4,55/kg.

Em Goiás, o preço recuou de R$ 5,40 para R$ 4,55/kg, e Minas Gerais viu uma queda de R$ 5,40 para R$ 4,60/kg. No Distrito Federal, o quilo do frango vivo caiu de R$ 5,30 para R$ 4,60/kg. Em contrapartida, algumas regiões do Nordeste e Norte mantiveram preços mais firmes, como no Ceará, onde o frango vivo ficou em R$ 6,80/kg.

Exportações de carne de frango avançam e sustentam setor

Enquanto o mercado interno passa por ajustes, as exportações continuam a favorecer a avicultura brasileira. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que as exportações de carne de aves e miudezas comestíveis totalizaram US$ 765,282 milhões em julho, considerando 18 dias úteis.

A média diária exportada foi de US$ 42,515 milhões, com um volume total de 413,393 mil toneladas. Comparado a julho de 2025, houve um crescimento expressivo, com a média diária de exportação aumentando 43,4% em valor e 40,7% em volume.

Ajuste da produção será fundamental para equilíbrio do mercado

A ausência de surtos de influenza aviária em plantéis comerciais brasileiros fortalece a competitividade do país no mercado internacional. Segundo analistas, o próximo passo para o setor será ajustar os alojamentos de aves, buscando equilibrar a oferta interna com a demanda.

Com as exportações aquecidas e um consumo interno mais lento, a avicultura brasileira entra em uma fase de atenção. O controle da produção será decisivo para recuperar margens e garantir a rentabilidade dos produtores, em um cenário que exige adaptação e estratégia para enfrentar os desafios do mercado.

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