Previa: O mercado internacional de café apresenta oscilações, com o arábica em alta e o robusta estável, enquanto a colheita brasileira enfrenta atrasos e o clima se mostra favorável para os cafeicultores.
O cenário do café no mercado internacional está em movimento misto, com atenção voltada para a colheita no Brasil, a flutuação do dólar e as condições climáticas nas regiões produtoras. Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registraram alta, enquanto o robusta se manteve próximo da estabilidade em Londres, refletindo um ambiente de cautela entre os investidores.
A valorização do arábica foi impulsionada pela desvalorização do dólar em relação ao real. A moeda americana mais fraca tende a limitar a oferta imediata do produto no mercado internacional, o que favorece o aumento dos preços. Na abertura do dia, o contrato de setembro/2026 do café arábica era negociado a 328,45 cents de dólar por libra-peso, com uma alta de 390 pontos.
Colheita brasileira e clima favorável
Apesar da melhora nas condições climáticas, a colheita do café no Brasil ainda está abaixo do ritmo dos últimos anos. De acordo com levantamento da Safras & Mercado, até 15 de julho, 64% da safra 2026/27 havia sido colhida, um avanço de apenas seis pontos percentuais em relação à semana anterior. Esse percentual é inferior ao registrado no mesmo período de 2025 e também abaixo da média dos últimos cinco anos.
O atraso na colheita é atribuído às chuvas que interromperam os trabalhos em várias regiões produtoras. Além disso, o excesso de umidade levanta preocupações sobre a qualidade do café, um fator que os compradores internacionais estão monitorando de perto.
Por outro lado, a colheita do café canéfora (conilon/robusta) avançou para 84% da produção, embora ainda esteja abaixo dos 93% do ano passado. A colheita do arábica, por sua vez, alcançou apenas 54%, mantendo-se aquém dos 67% observados em 2025.
As perspectivas meteorológicas são otimistas para os cafeicultores, com previsão de tempo seco que deve beneficiar a colheita e a secagem dos grãos. Embora uma frente fria traga chuvas para algumas áreas de São Paulo e Minas Gerais, os volumes esperados não devem impactar significativamente a cafeicultura.
Os investidores também estão atentos às condições climáticas globais, especialmente em relação ao fenômeno El Niño, que gera incertezas sobre a produção futura em outros países. Essa situação, combinada com o atraso na colheita brasileira e a volatilidade do mercado, mantém os preços do café em um ambiente de alta sensibilidade.











