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Café tem alta nas bolsas internacionais com estoques baixos e clima instável no Brasil

O mercado internacional de café apresenta uma tendência de alta, impulsionada por estoques reduzidos e uma queda nas exportações de arábica do Brasil. Fatores climáticos também adicionam incertezas ao cenário...

Café tem alta nas bolsas internacionais com estoques baixos e clima instável no Brasil

Previa: O mercado internacional de café apresenta uma tendência de alta, impulsionada por estoques reduzidos e uma queda nas exportações de arábica do Brasil. Fatores climáticos também adicionam incertezas ao cenário atual.

Os preços do café estão em forte valorização nas bolsas internacionais, seguindo um rali que se intensificou nas últimas sessões. Essa alta é impulsionada por uma oferta restrita, especialmente do café arábica, além de influências climáticas e flutuações cambiais.

Em Nova York, o café arábica registrou um aumento significativo, com o contrato para julho/26 subindo cerca de 160 pontos no início do pregão. O contrato para setembro/26 estava sendo negociado a aproximadamente 251,60 cents por libra-peso, enquanto o vencimento de dezembro/26 também mostrava ganhos relevantes, refletindo um aperto na oferta.

Estoques e exportações: um cenário preocupante

A valorização dos preços é sustentada pela redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que caíram para cerca de 399 mil sacas, quase metade do volume do ano anterior. Essa diminuição reforça a percepção de uma oferta limitada no curto prazo.

Os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) também chamam a atenção. Em maio, o Brasil exportou 3,09 milhões de sacas, um aumento modesto em relação ao ano anterior, mas com uma queda significativa nas exportações de arábica, que totalizaram 2,13 milhões de sacas, representando uma redução de 11,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Além disso, a retração acumulada nos cinco primeiros meses de 2026 já chega a 21,3%, evidenciando um quadro de oferta mais restrita no mercado internacional.

Impactos climáticos e volatilidade no mercado

As condições climáticas no Brasil, principal produtor mundial de café, também estão no radar dos investidores. Segundo a Climatempo, regiões produtoras como Minas Gerais e São Paulo devem enfrentar chuvas persistentes, o que pode atrasar a colheita e dificultar a secagem dos grãos.

Essas condições climáticas elevam as preocupações sobre a qualidade do café recém-colhido, embora não haja previsão de geadas ou frio intenso nas áreas produtoras no momento.

No mercado interno, as negociações permanecem lentas, com produtores relutantes em aceitar os preços oferecidos pelos compradores, resultando em baixa liquidez. Essa resistência limita a oferta no mercado físico, contribuindo para a manutenção dos preços durante a colheita.

Na última sessão, o café arábica em Nova York encerrou com forte valorização, impulsionado por fatores como a cobertura de posições vendidas e um dólar mais fraco em relação ao real. Os contratos de julho/26 fecharam a 253,95 cents por libra-peso, com um aumento de 5,55 cents, enquanto setembro/26 encerrou a 250,25 cents, com alta de 5,65 cents.

O cenário atual é marcado por uma forte sensibilidade a fatores climáticos, ao comportamento das exportações brasileiras e ao nível dos estoques internacionais. Com a oferta de arábica mais restrita no curto prazo, o mercado deve continuar volátil, com potencial para novas oscilações conforme a colheita avança e as condições climáticas evoluem nas próximas semanas.

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